Em entrevista para o Manhã CBN, Marcelo Domingos, responsável pela pesquisa, comentou detalhes do estudo
Uma pesquisa de mestrado da USP de Ribeirão Preto analisou o racismo estrutural no serviço de saúde brasileiro, focando em como o preconceito se manifesta e como as instituições o enfrentam. O estudo, conduzido pelo enfermeiro Marcelo Domingos, utilizou entrevistas e escalas de percepção de discriminação racial para avaliar a experiência de pacientes em Ribeirão Preto.
Percepção de Discriminação Racial
A pesquisa entrevistou pessoas de diferentes etnias e raciais, questionando-as sobre seu atendimento em serviços de saúde. Os resultados indicaram que 71,54% dos participantes negros e pardos relataram ter percebido algum tipo de discriminação. A pesquisa também investigou a correlação entre a percepção de racismo e variáveis sociodemográficas como acesso à internet, nível educacional e renda, encontrando associação significativa entre maior percepção de racismo e maior acesso à internet.
Combate ao Racismo Estrutural
O estudo aponta para o racismo estrutural como um problema histórico profundamente enraizado na sociedade brasileira, com raízes no passado escravagista. Combater esse racismo exige uma mudança cultural, reconhecendo a importância da diversidade racial e garantindo os direitos de todos os cidadãos, independentemente de sua cor. A educação é destacada como ferramenta crucial para promover a conscientização e a transformação social, incluindo o estudo da cultura e história negra nas escolas.
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Considerações Finais
A pesquisa de Marcelo Domingos evidencia a necessidade urgente de se combater o racismo estrutural no sistema de saúde brasileiro. A pesquisa contribui para um debate crucial sobre a desigualdade racial e aponta caminhos para a construção de um sistema de saúde mais justo e equitativo para todos.



