Número estaria relacionado à má gestão do problema; ouça a coluna ‘CBN Comportamento’ com Danielle Zeoti
Dados preliminares de uma pesquisa global liderada pela Universidade Estadual de Oraiio, nos Estados Unidos, apontam uma realidade preocupante: o Brasil lidera os índices de ansiedade e depressão na pandemia, em comparação com outras 10 nações. Países com gestão ineficiente no combate à pandemia apresentaram números ainda mais alarmantes.
Impacto da Pandemia na Saúde Mental Brasileira
A pesquisa entrevistou 1500 brasileiros, principalmente na região Sudeste, revelando que 63% apresentaram sintomas de ansiedade e quase 60% sintomas depressivos. Esses dados vão além do medo da contaminação ou da insegurança financeira; representam um adoecimento mental com sérias implicações para o sistema de saúde, tanto público quanto privado.
Possíveis Fatores Contribuintes
A falta de um governo centralizador com medidas que transmitam segurança à população é apontada como um fator crucial. A inconstância nas políticas de combate à pandemia, com disputas políticas em torno de tratamentos sem comprovação científica, gerou insegurança e afetou a saúde mental. Outro ponto relevante é a falta de lazer fora de casa. O brasileiro, acostumado a interação social e celebrações, sofreu profundamente com as restrições impostas pela pandemia, impactando diretamente seu bem-estar emocional. A mudança cultural no modo de se cumprimentar, deixando de lado o contato físico, também teve um peso significativo, especialmente para uma cultura que valoriza o toque e a proximidade.
Leia também
Prevenção e Cuidados
Em meio a tantas incertezas, manter a saúde mental é fundamental. Buscar momentos de lazer, mesmo que pequenos, como apreciar um desenho do filho ou ouvir uma música, é crucial para a nossa integridade psíquica. Cada um deve ser o agente da sua própria estabilidade emocional, prevenindo e cuidando da saúde mental. Encontrar prazer e serenidade no cotidiano é essencial para lidar com os desafios impostos pela pandemia.