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Pesquisa descobre novos subtipos de tumores

Estudo que teve participação de pesquisadores da USP deve melhorar o diagnóstico e o tratamento do câncer
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Estudo que teve participação de pesquisadores da USP deve melhorar o diagnóstico e o tratamento do câncer

Estudo que teve participação de pesquisadores da USP deve melhorar o diagnóstico e o tratamento do câncer

Uma pesquisa internacional, com participação de pesquisadores da USP, revelou a existência de novos subtipos de tumores cerebrais, abrindo caminho para diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes contra o câncer.

A Experiência de um Paciente

O caldeireiro João Fakin Filho, diagnosticado com tumor cerebral em 2013 após crises de enxaqueca, passou por cirurgia para remoção parcial do tumor, além de sessões de radioterapia e quimioterapia. Atualmente, ele relata ausência de dores e controle da doença.

Desafios e a Busca por Novas Classificações

A taxa de mortalidade associada ao câncer cerebral é uma das mais elevadas entre todos os tipos de tumores. No Brasil, a taxa de sobrevivência é de apenas 10%. Diante desse cenário, uma equipe de pesquisadores investigou a fundo a existência de subtipos de câncer cerebral, identificando sete novos subtipos de tumores.

Avanços Tecnológicos e Diagnósticos Precisos

A equipe, composta por médicos, geneticistas e outros profissionais da USP de Ribeirão Preto e de universidades dos Estados Unidos, analisou amostras de 1.122 pacientes com câncer cerebral de diversas partes do mundo. A análise do DNA dos pacientes foi fundamental para a descoberta. A farmacêutica Tatiana Imata destaca que o avanço tecnológico dos últimos anos permitiu o acesso a informações moleculares detalhadas, possibilitando diagnósticos mais precisos. Os cientistas propõem uma nova forma de classificar os gliomas, tumores cerebrais, baseada em análises detalhadas do DNA, dividindo os pacientes em seis grupos com diferentes perspectivas de vida. Os subtipos de tumores foram nomeados de acordo com suas características genéticas.

Acredita-se que essa descoberta servirá de base para futuros estudos, abrindo portas para tratamentos personalizados e diagnósticos mais precisos no futuro. A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, com sua tradição em pesquisa, espera que este trabalho atraia mais recursos para a área.

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