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Pesquisa descobre que odor da goiaba defende citricultura do ‘greening’

Pesquisador André Signoretti conversou com a CBN Ribeirão
Citricultura do greening
Pesquisador André Signoretti conversou com a CBN Ribeirão

Pesquisador André Signoretti conversou com a CBN Ribeirão

Uma pesquisa realizada pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), Pesquisa descobre que odor da goiaba defende citricultura do ‘greening’, em Araraquara, identificou que o odor liberado pelas folhas da goiaba possui propriedades repelentes contra o inseto transmissor da doença conhecida como greening, considerada a mais grave para a citricultura mundial. O estudo aponta que esse odor pode ser utilizado como um método natural e complementar no controle do vetor da doença, o psilídeo, contribuindo para estratégias de manejo integrado na agricultura.

Odor da goiaba como repelente natural

De acordo com o pesquisador André Sinhoretti, em entrevista à Rádio CBN, o odor liberado pelas folhas da goiaba não agride o meio ambiente nem prejudica os inimigos naturais da praga, o que permite a utilização conjunta com outras técnicas de controle biológico, como a liberação do parasitóide Tamarixia, conhecido por sua eficiência no combate ao inseto vetor do greening.

“O odor da goiaba pode ser utilizado como um complemento em estratégias de manejo integrado para combater o inseto vetor da doença”, afirmou Sinhoretti.

Resultados laboratoriais e testes em campo: Em testes realizados em laboratório, o odor da goiaba apresentou até 80% de repelência ao psilídeo, o que demonstra um potencial significativo para o uso no controle da disseminação do greening. Atualmente, estão em andamento experimentos com produtos isolados do odor para aplicação em campo, com expectativa de que os resultados práticos estejam disponíveis no próximo ano.

Características específicas do odor: O odor repelente é um composto específico liberado pelas folhas da goiaba e não pelos frutos, o que significa que não altera o sabor ou a qualidade das frutas cítricas cultivadas próximas. Além disso, o cheiro é imperceptível para os seres humanos e tem efeito direcionado exclusivamente ao psilídeo, sem impactar outras pragas ou os inimigos naturais presentes no ambiente.

Limitações e perspectivas futuras: Embora o odor da goiaba tenha demonstrado eficácia na prevenção da disseminação do greening ao repelir o inseto vetor, ele não possui efeito curativo sobre plantas já infectadas pela doença. Por isso, o uso do odor deve ser integrado a outras práticas de manejo para controle da enfermidade.

Além disso, pesquisas estão em andamento para desenvolver plantas cítricas geneticamente modificadas que liberem esse odor repelente, com o objetivo de impedir a entrada do psilídeo nos pomares e reduzir a incidência do greening de forma mais eficiente e sustentável.

Informações adicionais

Produtores interessados em obter mais informações sobre a pesquisa e as tecnologias desenvolvidas podem entrar em contato diretamente com o Fundecitrus por meio do site www.fundecitrus.com.br ou pelos telefones 0800 11 21 55 e (16) 3301-7000.

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