Número de pessoas que não conseguiram pagar suas dívidas cresceu 0,3% em relação ao mês de junho
Inadimplência em julho: estabilidade e cautela
Dados recentes apontam um aumento de apenas 0,3% na inadimplência em julho, em comparação com junho. Esse crescimento discreto é contrabalançado por um aumento de 0,7% na recuperação de crédito no mesmo período, indicando que parte das dívidas registradas foi quitada. Para o economista Vitor França, da Boa Vista, esses indicadores demonstram um equilíbrio no mercado, transmitindo certa tranquilidade.
Cenário de crise e comportamento do consumidor
Apesar do leve aumento da inadimplência em julho, a tendência ao longo do ano é de queda. Em comparação com julho de 2022 e julho de 2019, houve uma redução de 6,1% na inadimplência. Embora a recuperação de crédito tenha apresentado resultados negativos na mesma comparação, o economista destaca o papel do maior controle de crédito por parte dos bancos e a priorização do pagamento de dívidas pelos consumidores. Mesmo com uma melhora tímida no mercado de trabalho, a alta taxa de desemprego e a predominância de empregos informais levam os consumidores a evitarem novas dívidas e a gerenciarem melhor seus orçamentos.
Estímulos governamentais e perspectivas futuras
A liberação de saques do FGTS e do PIS/Pasep, anunciada pelo governo federal, pode contribuir para a redução da inadimplência. Vitor França acredita que esse estímulo econômico pode auxiliar aqueles endividados a saírem das estatísticas negativas. No entanto, a perspectiva para o ano é de crescimento econômico fraco e alta taxa de desemprego, o que mantém as famílias cautelosas. Embora haja fatores positivos, como a liberação dos saques, o crescimento econômico lento impede grandes mudanças no cenário.
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Em resumo, o mercado demonstra estabilidade, com os consumidores agindo de forma cautelosa diante da situação econômica. O leve aumento da inadimplência é compensado pela recuperação de crédito, e os estímulos governamentais oferecem um vislumbre de melhora, embora a recuperação econômica ainda seja gradual.



