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Pesquisa do HC mostra que crianças também sofrem da chamada ‘Covid longa’

Sintomas como dores de cabeça e no corpo, fadiga e dificuldade para dormir foram diagnosticados mesmo depois da doença
Covid longa em crianças
Sintomas como dores de cabeça e no corpo, fadiga e dificuldade para dormir foram diagnosticados mesmo depois da doença

Sintomas como dores de cabeça e no corpo, fadiga e dificuldade para dormir foram diagnosticados mesmo depois da doença

Quase metade das crianças e adolescentes acompanhadas no Hospital das Clínicas de São Paulo, que tiveram covid-19 sintomática, apresentaram sintomas persistentes por mais de 12 semanas após a infecção, de acordo com um estudo do Instituto da Criança da instituição. Isso representa um alerta significativo sobre os efeitos da chamada ‘covid longa’ em jovens.

Covid Longa em Crianças: Sintomas e Impacto

A pesquisa revelou que 43% dos participantes manifestaram sintomas como dor de cabeça, cansaço excessivo, dispneia (dificuldade respiratória) e problemas de concentração. Esses sintomas persistiram por mais de três meses, impactando significativamente a qualidade de vida e o desempenho escolar das crianças. A preocupação aumenta considerando que os órgãos das crianças ainda estão em desenvolvimento, tornando imprevisível a persistência dessas sequelas.

Vacinação: Prevenção de Sequelas Graves

A vacinação contra a Covid-19 é apresentada como crucial na prevenção dessas sequelas. Estudos, inclusive do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), mostram uma associação entre a covid-19 e o desenvolvimento de miocardite (inflamação do músculo cardíaco) e diabetes em crianças, enquanto a vacina não demonstra essa relação. A analogia com o cinto de segurança é utilizada: a vacina não impede a infecção, mas minimiza seus impactos graves, como a miocardite, observada em 4% das crianças no estudo do Hospital das Clínicas.

Aumento de Internações e a Pressão no Sistema de Saúde

Além das sequelas da covid-19, o aumento de internações em diversas cidades brasileiras preocupa. Em Ribeirão Preto, por exemplo, a taxa de ocupação de UTIs ultrapassa 90%. Embora o tempo de internação seja menor, a explosão de casos sobrecarrega o sistema de saúde, levando ao adiamento de consultas e cirurgias eletivas. A falta de leitos, insumos e pessoal qualificado agrava a situação, exigindo investimentos e planejamento para evitar colapsos futuros. A situação em São Paulo indica que Ribeirão Preto pode enfrentar uma situação semelhante nas próximas semanas.

A vacinação em crianças com comorbidades, como sopro no coração, é considerada segura e importante para prevenir complicações graves da covid-19. Não há evidências de sequelas a médio prazo relacionadas à vacinação, ao contrário, os dados demonstram a sua eficácia na redução de óbitos e internações, principalmente em crianças.

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