Ouça a coluna ‘CBN Multimídia’, com Edmo Bernardes
Uma pesquisa recente do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) revelou um dado surpreendente: quase metade das compras de Natal são influenciadas pelos filhos. Mas como as crianças exercem tanta influência sobre as decisões de compra dos pais?
O Poder da Persuasão Infantil
A influência dos filhos nas compras de Natal se manifesta de diversas formas, desde o tradicional “chororô” e birra até a pressão dos colegas na escola. A pesquisa do SPC aponta que 49% dos pais admitem ceder aos desejos dos filhos na hora de escolher os presentes. Essa influência pode variar desde a permissão para que os filhos decidam totalmente até uma escolha em conjunto, mas o resultado é o mesmo: os pais estão atendendo aos anseios dos pequenos.
Compensação e Ausência Parental
Um dos fatores que contribuem para essa influência é a tentativa dos pais de compensar a ausência no dia a dia dos filhos. Seja permitindo que comam o que querem, assistam à televisão por mais tempo ou joguem videogame sem restrições, muitos pais usam presentes e permissões como forma de amenizar a culpa pela falta de tempo dedicado à educação e ao acompanhamento dos filhos.
O Desafio da Educação e da Meritocracia
É importante diferenciar a influência legítima, baseada na meritocracia, daquela que surge da barganha e da compensação. Presentear um filho que se esforçou e obteve bons resultados é diferente de ceder aos seus caprichos em troca de silêncio ou para compensar a ausência. O desafio para os pais é equilibrar o desejo de agradar os filhos com a necessidade de educá-los e ensiná-los sobre valores como esforço, responsabilidade e gratidão.
Em última análise, a pesquisa do SPC serve como um lembrete da importância da presença e da educação dos pais na vida dos filhos. Ceder aos desejos dos pequenos pode trazer alegria momentânea, mas o verdadeiro presente é o tempo, a atenção e o acompanhamento que os pais dedicam a seus filhos.



