Problema pode influenciar na nutrição e no desenvolvimento dos pequenos; especialista em TEA esclarece como tratar essa condição
Uma pesquisa recente estimou que 70% das crianças com autismo são mais propensas a apresentar seletividade alimentar, um problema que, embora não seja exclusivo do transtorno do espectro autista (TEA), afeta essas crianças em uma proporção 15 vezes maior que a média.
Seletividade Alimentar: O Que é e Quais os Impactos
A seletividade alimentar engloba restrições, recusa parcial ou total de alimentos devido à textura, cor, odor, sabor ou temperatura. Crianças com esse problema podem selecionar apenas alimentos conhecidos e apresentar comportamentos desafiadores para evitar alimentos que lhes causem desconforto ou lembranças negativas. A intervenção precoce é crucial para evitar problemas de saúde e desenvolvimento.
Consequências da Seletividade Alimentar
Embora algumas crianças com seletividade alimentar possam manter um peso e desenvolvimento normais, em outros casos, a recusa alimentar pode levar a problemas graves como perda de peso, queda na densidade óssea, desnutrição e dificuldades de convívio social. O tratamento, portanto, é fundamental.
O Papel dos Pais e da Equipe Multidisciplinar
O apoio familiar é essencial. Os pais podem criar um ambiente positivo, estruturar rotinas, introduzir novos alimentos gradualmente e fornecer modelos adequados. No entanto, uma equipe multidisciplinar, incluindo médicos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e nutricionistas, é frequentemente necessária para uma abordagem completa e eficaz. A intervenção precoce, aliada ao trabalho conjunto da família e dos profissionais, garante um prognóstico muito melhor.
Em suma, a seletividade alimentar impacta significativamente a saúde e o desenvolvimento das crianças, especialmente aquelas com TEA. A abordagem deve ser individualizada, considerando as necessidades específicas de cada criança, e o trabalho conjunto entre pais e profissionais é fundamental para o sucesso do tratamento.



