Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
A cidade de Framingham, em Massachusetts, Estados Unidos, tem sido fundamental no estudo de doenças cardiovasculares desde 1948. Pesquisas realizadas lá investigaram o papel de fatores como tabagismo, diabetes, pressão alta e colesterol alterado como marcadores de risco para infarto do coração.
O Score de Risco de Framingham
Com base nesses estudos, foi criado o Score de Risco de Framingham, uma ferramenta acessível online que estima a probabilidade de uma pessoa sofrer um infarto com base em dados simples. Vamos ilustrar com um exemplo prático.
Exemplo Prático: Avaliando o Risco
Considere um homem de 55 anos com colesterol de 240 mg/dL (o ideal é abaixo de 200 mg/dL), colesterol bom (HDL) abaixo de 35 mg/dL (desejamos que seja alto, pois ele limpa as artérias), pressão alta acima de 14 mmHg, não diabético, mas fumante. Ao aplicar esses dados ao Score de Framingham, ele acumula 12 pontos, representando um alto risco de 37% de chance de infarto nos próximos 10 anos.
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Mudanças no Estilo de Vida e Redução do Risco
O impacto real reside nos benefícios de modificar esses parâmetros. Idade e gênero são imutáveis, mas o risco associado a outros fatores pode ser alterado. Se o indivíduo normalizar o colesterol para abaixo de 200 mg/dL por meio de dieta e exercícios, elevar o colesterol bom (HDL) para entre 35 e 44 mg/dL, controlar a pressão arterial para menos de 14 mmHg e parar de fumar, a probabilidade de infarto nos próximos 10 anos cai para apenas 8%.
Essa redução drástica, de 37% para 8%, demonstra o poder das mudanças no estilo de vida. Consulte seu médico para avaliar seu risco individual e, mais importante, adote medidas para diminuí-lo.