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Pesquisa feita pela UFSCar busca diagnosticar Alzheimer precocemente

Para ajudar no estudo, pessoas com mais de 60 anos, com ou sem queixas, podem participar como voluntários; saiba mais!
Pesquisa feita pela UFSCar busca diagnosticar
Para ajudar no estudo, pessoas com mais de 60 anos, com ou sem queixas, podem participar como voluntários; saiba mais!

Para ajudar no estudo, pessoas com mais de 60 anos, com ou sem queixas, podem participar como voluntários; saiba mais!

O laboratório de biologia do envelhecimento da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) está conduzindo uma pesquisa que busca o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer por meio da identificação de biomarcadores no sangue. O estudo convida voluntários com mais de 60 anos, Pesquisa feita pela UFSCar busca diagnosticar Alzheimer precocemente, com ou sem sintomas ou diagnóstico da doença, para participarem das avaliações gratuitas.

A professora Márcia Cominetti, Pesquisa feita pela UFSCar busca diagnosticar Alzheimer precocemente, do Departamento de Gerontologia da Ufscar e coordenadora da pesquisa, explicou que o objetivo principal é desenvolver um teste sanguíneo que permita diagnosticar a doença de Alzheimer de forma menos invasiva e mais acessível do que os métodos atuais, que envolvem exames de imagem caros ou a coleta de líquido cefalorraquidiano por punção lombar, procedimento invasivo.

Diagnóstico precoce e biomarcadores: Segundo a pesquisadora, a doença de Alzheimer começa a se desenvolver no cérebro até 20 anos antes do surgimento dos primeiros sintomas clínicos, que geralmente incluem perda de memória e dificuldades cognitivas como repetição frequente de assuntos. Durante esse período, os biomarcadores já podem indicar alterações cerebrais que antecedem o diagnóstico tradicional.

O estudo pretende identificar esses biomarcadores no sangue, o que possibilitaria a realização de exames mais baratos e menos invasivos, facilitando o diagnóstico precoce e, consequentemente, a intervenção antecipada.

Fatores de risco e prevenção: Márcia Cominetti destacou que, embora não exista cura para a doença de Alzheimer, há 14 fatores de risco modificáveis que, se controlados ao longo da vida, podem reduzir em até 48% as chances de desenvolver a doença ou outras formas de demência. Entre esses fatores estão obesidade, diabetes, hipertensão, traumatismos cranianos, baixa escolaridade na infância, perda auditiva não tratada, sedentarismo e colesterol alto.

A pesquisadora ressaltou que a mudança no estilo de vida, incluindo dieta adequada, prática regular de atividades físicas e estímulos cognitivos, pode retardar o início da doença ou até preveni-la. Além disso, existem tratamentos que, embora não curem a doença, ajudam a diminuir a velocidade de sua progressão.

Participação dos voluntários e avaliações

Os voluntários podem apresentar ou não sintomas relacionados à memória ou outras funções cognitivas, como dificuldades de planejamento e atenção. A pesquisa oferece uma avaliação completa, gratuita e individualizada, que inclui testes cognitivos para memória, linguagem e planejamento, além de exames sanguíneos.

Para participar, os interessados devem ter mais de 60 anos, condições para responder aos questionários aplicados e não apresentar problemas visuais ou auditivos graves que impeçam a comunicação. Também é necessário que não tenham doenças incapacitantes que impeçam a realização das avaliações.

Os participantes podem se deslocar até a Ufscar, em São Carlos, ou receber a equipe do laboratório em casa para a coleta de sangue e realização dos testes, o que facilita a participação, especialmente para quem tem dificuldades de locomoção. A preferência é por moradores da cidade de São Carlos, devido à localização do laboratório, mas pessoas de cidades vizinhas também podem ser atendidas mediante agendamento.

Diferenciação entre esquecimento natural e doença de Alzheimer: A professora explicou que o esquecimento é um processo natural do envelhecimento, mas quando as falhas de memória passam a interferir nas atividades diárias e na funcionalidade da pessoa, pode indicar um declínio cognitivo patológico, como o Alzheimer. Por isso, é importante realizar avaliações para diferenciar o esquecimento normal do envelhecimento do associado a doenças neurodegenerativas.

Além da perda de memória, a doença de Alzheimer pode se manifestar de formas atípicas, como desorientação em locais conhecidos, dificuldade para nomear objetos, guardar itens em lugares incomuns e problemas de atenção. Esses sintomas também são considerados na avaliação dos voluntários.

Importância da pesquisa para novos tratamentos

A pesquisa da Ufscar também contribui para o avanço do conhecimento sobre a doença de Alzheimer, que ainda não é completamente compreendida. Um conceito recente na literatura científica é o de “pré-Alzheimer”, que se refere à fase em que as alterações cerebrais já ocorrem, mas sem sintomas clínicos evidentes.

Identificar essa fase pode permitir a aplicação de tratamentos preventivos, semelhantes ao uso de medicamentos para controlar pré-diabetes ou pré-hipertensão, com o objetivo de retardar ou impedir o desenvolvimento da doença.

Informações adicionais

Interessados em participar da pesquisa podem entrar em contato pelo WhatsApp pelo número (16) 9 9183-2461. Não é necessário ter histórico familiar de Alzheimer para se candidatar. O grupo controle da pesquisa inclui pessoas sem problemas de memória, para comparação com aqueles que apresentam sintomas cognitivos.

A iniciativa reforça a importância da pesquisa científica na busca por métodos mais acessíveis e eficazes para o diagnóstico e prevenção da doença de Alzheimer, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população idosa.

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