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Pesquisa identifica se pacientes com melanoma avançado podem responder à imunoterapia

Pesquisa identifica se pacientes com melanoma avançado podem responder à imunoterapia
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Pesquisa identifica se pacientes com melanoma avançado podem responder à imunoterapia

Pesquisa identifica se pacientes com melanoma avançado podem responder à imunoterapia

Pesquisadores do Hospital de Amor em Barretos identificaram quatro genes que podem prever a resposta de pacientes com melanoma avançado à imunoterapia. O estudo, que analisou amostras de pacientes tratados entre 2016 e 2021, revelou que a alta expressão de certos genes está fortemente ligada à resistência ao tratamento. Pacientes com esses genes mais ativos apresentaram até 230 vezes mais chances de não responder à imunoterapia.

Desenvolvimento de um Painel Genético Simplificado

Com base nessas descobertas, está sendo desenvolvido um painel genético mais simples e acessível do que o sequenciamento genético atualmente utilizado. Este painel tem o potencial de prever a eficácia do tratamento antes mesmo de seu início, evitando aos pacientes os efeitos colaterais indesejáveis e auxiliando na redução de custos para o sistema de saúde.

Como o Estudo Foi Conduzido

O estudo foi inicialmente desenvolvido em um contexto de pesquisa. Atualmente, os pesquisadores estão validando os resultados em um número maior de pacientes para criar um painel personalizado. A ideia é que, no futuro, seja possível oferecer uma medicina personalizada para esses pacientes e implementar o painel na prática clínica. Os pesquisadores descobriram que quatro genes, já conhecidos por modular o sistema imune e o microambiente tumoral, quando altamente expressos, levam a uma pior resposta à imunoterapia. Isso significa que pacientes com alta expressão desses genes podem ser direcionados para outras terapias mais eficazes.

A Tecnologia Nanoestring

A tecnologia Nanoestring difere do sequenciamento genético por medir a expressão gênica de forma direta e precisa, sem a necessidade de amplificar o RNA. Isso a torna mais rápida, exigindo menos material biológico e sendo mais barata. Inicialmente, grandes estudos com sequenciamento genético (mais caros) são realizados, mas a Nanoestring surge como uma alternativa mais viável para a prática clínica. Essa tecnologia pode ser adaptada para outros tipos de tumores tratados com imunoterapia, como tumores de pulmão, cabeça e pescoço, rim e bexiga.

Este estudo representa um avanço importante para a medicina personalizada no Brasil. A expectativa é que, no futuro, cada paciente com melanoma avançado possa receber o tratamento mais adequado ao seu perfil, aumentando as chances de sucesso e qualidade de vida.

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