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Pesquisa indica que a maior parte dos internados em UTIs por Covid-19 tem entre 40 e 50 anos

Presidente da Federação dos Hospitais particulares afirma que a vacinação colaborou para a queda na idade dos internados
internação UTI Covid-19
Presidente da Federação dos Hospitais particulares afirma que a vacinação colaborou para a queda na idade dos internados

Presidente da Federação dos Hospitais particulares afirma que a vacinação colaborou para a queda na idade dos internados

Uma pesquisa em 101 hospitais privados de São Paulo revelou um dado preocupante: mais da metade dos pacientes internados com covid-19 têm entre 40 e 50 anos. Isso representa uma diminuição na faixa etária dos pacientes internados, um fenômeno que precisa ser analisado.

Causas da Mudança na Faixa Etária

Segundo Youssef Alimérios Júnior, presidente da Federação e do Sindicato dos Hospitais e Clínicas Particulares, a diminuição na faixa etária se deve a dois fatores principais. O primeiro é positivo: a vacinação em massa dos idosos e o maior respeito ao distanciamento social por parte desse grupo. Porém, o lado negativo é o atraso na vacinação de outros grupos etários e o desrespeito ao distanciamento social por parte da população mais jovem, contribuindo para o aumento de casos em faixas etárias menores. Essa situação, segundo Youssef, indica uma má gestão da pandemia, principalmente no âmbito federal.

Tempo de Internação e Mortalidade

O tempo de internação em UTI aumentou significativamente na segunda onda da pandemia, passando de 12-14 dias para 16-19 dias. Este aumento se deve, em parte, à maior resistência de pacientes mais jovens e saudáveis ao vírus. A taxa de mortalidade entre pacientes intubados, que chegou a 40% no início da pandemia, diminuiu, mas varia bastante de acordo com a qualidade do serviço de saúde. Hospitais com UTIs adaptadas, por exemplo, apresentam taxas de mortalidade maiores.

Fatores Contribuintes e o Futuro

A diminuição da faixa etária dos pacientes internados também está relacionada ao atraso na vacinação e ao surgimento de variantes mais transmissíveis, como a P1. A falta de adesão às medidas de distanciamento social e o aumento de aglomerações, inclusive festas clandestinas, contribuem para a disseminação do vírus e o aparecimento de novas variantes. A falta de leitos de UTI no país é um problema crônico que se agravou durante a pandemia, exigindo um planejamento para evitar o desmonte da estrutura criada durante a crise. A dificuldade de contratação de médicos e enfermeiros, tanto na rede pública quanto na privada, também é um desafio a ser enfrentado. A falta de vagas em residências médicas no Brasil compromete a formação adequada de profissionais de saúde, impactando a qualidade do atendimento em todo o país.

A situação exige uma reflexão profunda sobre as estratégias de combate à pandemia e a necessidade de investimentos contínuos em saúde pública, garantindo a ampliação de leitos de UTI e a formação de profissionais qualificados, para que o sistema de saúde esteja preparado para lidar com futuras crises.

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