Levantamento indica que os profissionais formados e a população estudantil ajudam a impulsionar os índices
Uma pesquisa de dez anos indica que cidades com pelo menos uma universidade pública registraram crescimento econômico superior ao de municípios sem instituições desse tipo. O estudo, que cruzou dados do IBGE e do Ministério da Educação, aponta que a presença universitária contribui tanto para a qualidade de vida quanto para a geração de empregos locais.
Metodologia e alcance da pesquisa
O levantamento acompanhou indicadores econômicos por uma década e considerou informações oficiais do IBGE e do Ministério da Educação. Foram analisadas 64 cidades paulistas com pelo menos uma universidade pública, entre elas Ribeirão Preto, Franca, São Carlos, Campinas e Sorocaba. Segundo os autores, o impacto médio observado foi um aumento econômico superior a 11% nas cidades com instituições de ensino superior públicas.
Como as universidades movimentam a economia
Os pesquisadores levaram em conta também os gastos dos estudantes que se mudam para cidades universitárias, confirmando que esse consumo ajuda a dinamizar o mercado local. O professor e pesquisador Luciano Nakabashi destaca que a qualificação da população eleva a produtividade: pessoas mais preparadas absorvem tecnologia e conhecimento e aumentam a capacidade produtiva do município.
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Efeitos indiretos e atração de investimentos
Além do efeito direto sobre emprego e renda, a presença de universidades tende a atrair empresas interessadas em mão de obra qualificada, o que expande a produção e gera novos postos de trabalho em vários setores da economia. O estudo também observa que instituições privadas colaboram para movimentar a economia local, ampliando o chamado “efeito cidade universitária”.
Ribeirão Preto é citada como um polo que recebe estudantes de diversas regiões do país; alguns permanecem e outros voltam às suas cidades levando formação e redes de contato, enquanto a circulação contínua de alunos e profissionais mantém o motor econômico em funcionamento.
Para gestores públicos e planejadores urbanos, os resultados reforçam a importância de políticas de educação superior alinhadas ao desenvolvimento regional e à atração de investimentos.



