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Pesquisa mostra que controle glicêmico pode ajudar a melhorar a mobilidade em idosos com diabetes

Estudo desenvolvido pela UFSCar envolveu dados de 3,2 mil idosos; pesquisadora, Mariane Marques Luiz, explica
Pesquisa mostra que controle glicêmico pode
Estudo desenvolvido pela UFSCar envolveu dados de 3,2 mil idosos; pesquisadora, Mariane Marques Luiz, explica

Estudo desenvolvido pela UFSCar envolveu dados de 3,2 mil idosos; pesquisadora, Mariane Marques Luiz, explica

Uma pesquisa conduzida por Mariane Marques-Louis, Pesquisa mostra que controle glicêmico pode ajudar a melhorar a mobilidade em idosos, pesquisadora do grupo de epidemiologia e envelhecimento da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), revelou a importância do controle glicêmico para a manutenção da mobilidade em idosos com diabetes. A investigação, que contou com dados de uma base inglesa, acompanhou 3.202 pessoas idosas por oito anos para analisar a relação entre o controle do diabetes e a velocidade da caminhada, um indicador de mobilidade.

Contexto da pesquisa: Estudos anteriores já indicavam que o diabetes é um fator de risco para o declínio da mobilidade em idosos, mas não havia uma análise detalhada sobre como o controle glicêmico poderia influenciar esse processo. A pesquisa de Marques-Louis partiu da hipótese de que o estado do controle glicêmico — se adequado ou inadequado — impactaria diretamente na preservação da mobilidade desses indivíduos.

Metodologia e dados utilizados: Os dados utilizados foram obtidos de uma base inglesa que reúne informações sobre saúde e desempenho funcional de pessoas idosas residentes na Inglaterra. A amostra incluiu 3.202 idosos, cujos níveis de hemoglobina glicada foram avaliados para classificar o controle glicêmico em adequado ou inadequado. A velocidade da caminhada foi o principal parâmetro para medir a mobilidade. Os participantes foram divididos em três grupos: sem diabetes, com diabetes e controle glicêmico adequado, e com diabetes e controle glicêmico inadequado.

Resultados e publicações: O estudo acompanhou os indivíduos por oito anos e constatou que aqueles com diabetes e controle glicêmico inadequado apresentaram um declínio mais acentuado na velocidade da caminhada, indicando um comprometimento maior da mobilidade. A pesquisa foi publicada em uma revista internacional renomada na área de metabolismo, diabetes e obesidade, conferindo visibilidade ao trabalho.

Implicações do controle glicêmico na mobilidade

O diabetes é caracterizado pela hiperglicemia, ou seja, níveis elevados de glicose no sangue. A insulina, hormônio responsável por facilitar a entrada da glicose nas células, é produzida em menor quantidade ou não é produzida adequadamente em pessoas com diabetes. O excesso de glicose na corrente sanguínea pode causar danos aos vasos sanguíneos, afetando a nutrição e o fluxo sanguíneo para nervos, músculos e olhos.

Para uma boa condição de marcha, é fundamental que a visão, os nervos e os músculos estejam preservados. O comprometimento dessas estruturas, causado pela hiperglicemia, resulta em dificuldades na locomoção, com uma marcha mais lenta e debilitada. Dessa forma, o controle adequado do diabetes é essencial para evitar o declínio da mobilidade em idosos.

Entenda melhor

O controle glicêmico é avaliado principalmente por meio da hemoglobina glicada (HbA1c), que indica a média dos níveis de glicose no sangue nos últimos meses. Valores acima de 7% são considerados indicativos de controle inadequado do diabetes. A manutenção de níveis adequados de HbA1c está associada a menores riscos de complicações, incluindo o comprometimento da mobilidade.

Além disso, a mobilidade é um fator crucial para a independência e qualidade de vida dos idosos. O declínio na velocidade da caminhada pode levar a maior risco de quedas, hospitalizações e perda da autonomia.

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