Resposta muito boa, analisa o oncologista Diocésio Andrade sobre a proteção da vacina aos imunossuprimidos
Uma pesquisa realizada na Turquia revelou a eficácia da vacina CoronaVac na proteção de pessoas com câncer. O estudo mostrou que o imunizante induziu a produção de anticorpos em quase todos os pacientes, com uma taxa de eficácia variando de acordo com o tratamento.
Eficácia da vacina em pacientes com câncer
Pacientes em tratamento de quimioterapia apresentaram 78,6% de imunidade, enquanto aqueles sem tratamento alcançaram 91,1% de soropositividade. No geral, a vacina atingiu níveis de 85% de soroconversão, indicando proteção contra a Covid-19.
Impacto do tratamento oncológico na resposta à vacina
O oncologista Diossésio Andrade explicou que, apesar da imunossupressão causada pelo câncer e seus tratamentos, a vacina se mostrou eficaz. A quimioterapia e outros tratamentos podem impactar a resposta imunológica, mas mesmo assim, a taxa de imunidade em pacientes em tratamento foi considerável. A recomendação é que, sempre que possível, seja respeitado um intervalo de 48 a 72 horas entre a quimioterapia e a vacinação.
Leia também
Efeitos colaterais e recomendações
Os efeitos colaterais da vacina em pacientes oncológicos foram semelhantes aos da população em geral, sem grandes diferenças. A pesquisa reforça a importância da vacinação para pacientes com câncer, independentemente da idade, sendo considerada quase obrigatória, principalmente em tempos de circulação de variantes como a Ômicron. O estudo destaca a necessidade de manter os cuidados preventivos e os acompanhamentos médicos regulares, especialmente em relação ao câncer, enfatizando a importância do diagnóstico precoce.


