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Pesquisa recria ranking de trabalhos ameaçados pela automação e estratégias para fugir desta tendência

Ouça os detalhes no 'Carreiras e Lideranças' desta sexta-feira (6) com o David Forli Inocente
automação de trabalhos
Ouça os detalhes no 'Carreiras e Lideranças' desta sexta-feira (6) com o David Forli Inocente

Ouça os detalhes no ‘Carreiras e Lideranças’ desta sexta-feira (6) com o David Forli Inocente

O mercado de trabalho está em constante transformação, e a automação impulsionada pela tecnologia é uma das forças mais disruptivas dos últimos anos. Uma pesquisa recente da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, atualizou o ranking de profissões ameaçadas pela automação, trazendo novas perspectivas sobre o futuro do emprego.

Profissões Ameaçadas: Novas Tendências

A pesquisa analisou 987 ocupações, decompondo-as em habilidades requeridas e comparando-as com as capacidades de automação da robótica e inteligência artificial. O resultado apontou para uma mudança significativa em relação a estudos anteriores, com algumas profissões inesperadas entrando na lista de risco. Atividades como preparação de alimentos, manutenção e limpeza, e vendas de baixa complexidade, antes não consideradas tão ameaçadas, atrásra aparecem no radar. Isso se deve ao fato de serem atividades com grande volume de trabalho e baixa complexidade, tornando-as alvos potenciais para a automação. Outro setor que se destaca é o processamento de carnes, onde a padronização do processo pode facilitar a automação.

Como Avaliar seu Emprego?

A pesquisa destaca a importância de analisar não apenas o emprego em si, mas a atividade desempenhada. A segurança de um emprego é influenciada pelo desempenho individual e pelas tendências do mercado. Para avaliar o risco de automação, é necessário questionar se a atividade é padronizável, se trabalha em grande escala e se é atrativa para investimentos em automação pela indústria. A escolaridade também desempenha um papel fundamental na realocação profissional, sendo crucial a requalificação para aqueles em áreas de risco.

Profissões com Baixo Risco de Automação

Por outro lado, a pesquisa aponta profissões com menor probabilidade de serem automatizadas. Profissões que demandam criatividade, habilidades interpessoais e alta complexidade tendem a ser mais resistentes à automação. Educadores, profissionais de saúde (como enfermeiros e psicanalistas), agentes de ação social, profissionais da cultura e da conservação de bens culturais, além de analistas de suporte computacional, são exemplos de ocupações menos ameaçadas. Em resumo, a capacidade de adaptação, a busca por requalificação e a escolha de carreiras que exigem habilidades humanas complexas são fatores-chave para navegar nesse cenário em transformação.

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