Especialistas afirmam que más formações foram constatadas na segunda e na quinta semana de gravidez
Pesquisadores brasileiros alcançaram um marco significativo ao reproduzir em laboratório um modelo mais realista da microcefalia causada pelo vírus Zika. A pesquisa revelou detalhes cruciais sobre o desenvolvimento da malformação congênita, desafiando concepções anteriores sobre o período de maior risco durante a gravidez.
Novas descobertas sobre o período de maior risco
Contrariando estudos anteriores que apontavam para uma fase posterior da gestação, a pesquisa indica que a segunda e a quinta semanas são períodos críticos de exposição ao vírus. O estudo rastreou a trajetória do vírus no organismo, desde a infecção até o desenvolvimento das malformações no feto. Isso permitiu aos cientistas entender melhor como o vírus afeta o desenvolvimento do sistema nervoso central.
O caminho do vírus Zika e suas consequências
A pesquisa demonstra que o vírus Zika, mesmo sendo rapidamente eliminado da corrente sanguínea materna, consegue atingir a placenta e, subsequentemente, o embrião. Este processo pode levar a defeitos no fechamento do tubo neural, que precedem a hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro) e, posteriormente, a microcefalia. A hidrocefalia, por sua vez, pode causar danos significativos ao sistema nervoso e até mesmo levar à morte das células cerebrais, resultando na redução do tamanho do cérebro.
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Implicações e próximos passos
Embora o estudo tenha identificado um período crítico de infecção, é importante ressaltar que a exposição ao vírus Zika durante toda a gravidez representa um risco. Os pesquisadores enfatizam a necessidade de continuar as pesquisas para entender completamente a interação entre o vírus e o organismo materno-fetal, buscando estratégias eficazes de prevenção e tratamento.



