Segundo estudo realizado pela USP Ribeirão, idosos ativos tendem a ter uma qualidade de vida melhor
A prática regular de exercícios físicos por idosas entre 60 e 75 anos melhora significativamente a marcha e reduz o risco de quedas, de acordo com uma pesquisa realizada na faculdade. A pesquisa, idealizada pela professora de educação física Roberta Abdala, surgiu da observação de grupos de idosas que já praticavam atividades físicas na instituição.
Avaliação da Marcha
O estudo analisou parâmetros da caminhada de 35 mulheres, divididas em dois grupos: sedentárias (sem exercícios no último ano) e ativas (exercícios pelo menos duas vezes por semana). Utilizando um tapete com sensores de pressão, foram mensurados velocidade, cadência, comprimento da passada e tempo de passo. Os resultados mostraram que as idosas ativas apresentavam uma marcha mais segura, com maior velocidade e melhor desempenho, mesmo quando solicitadas a caminhar na velocidade máxima.
Risco de Quedas e Medo de Cair
A pesquisa também investigou a relação entre atividade física, risco de quedas e medo de cair. As idosas responderam a um questionário que revelou um histórico de quedas significativamente maior (58%) entre as sedentárias, acompanhado de maior medo de cair. As idosas ativas, por sua vez, demonstraram menor medo e menos quedas, indicando que a prática regular de exercícios contribui para a segurança e confiança durante as atividades cotidianas. Algumas participantes relataram a prática de atividades como hidroginástica, complementando a caminhada e reforçando os benefícios.
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Resultados e Implicações
O estudo concluiu que a atividade física regular, especialmente a caminhada, promove uma marcha mais eficiente e segura em idosas, reduzindo o risco de quedas e o medo associado. Os resultados reforçam a importância da prática de exercícios para a manutenção da saúde e da independência funcional na terceira idade, impactando positivamente a qualidade de vida dessas mulheres.



