Pesquisa revela endividamento alto entre consumidores que pretendem gastar no Natal
Com a chegada do final de ano, muitos brasileiros se encontram em uma encruzilhada financeira: o desejo de presentear e celebrar versus a realidade das dívidas acumuladas. Uma pesquisa recente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil revelou que uma parcela significativa dos consumidores que planejam comprar presentes já possui contas em atraso, e alguns até consideram deixar de pagar outras contas para não abrir mão dos presentes. Mas como equilibrar as finanças e aproveitar as festas?
A Cultura do Endividamento e a Falta de Educação Financeira
Segundo o economista Fred Nazar, a raiz do problema reside na cultura brasileira de gastar mais do que se ganha. Essa mentalidade, agravada pela falta de educação financeira desde o ensino fundamental, leva muitas famílias ao endividamento. A facilidade em parcelar compras e a impulsividade no consumo contribuem para um ciclo vicioso, onde a prioridade é adquirir bens imediatos, em vez de planejar o futuro financeiro.
Desejo vs. Necessidade: O Dilema do Consumidor
Nazar propõe um exercício simples para evitar compras impulsivas: questionar se a aquisição é um desejo ou uma necessidade. Se for um desejo, adiar a compra pode ser a melhor opção. Além disso, ele destaca a importância de fazer o dinheiro trabalhar a favor, poupando em vez de contrair empréstimos e pagar juros. A regra do 50-30-20 pode ser um bom começo: 50% da renda para despesas fixas, 30% para lazer e 20% para investimentos.
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Renegociação e Mudança de Hábitos
Para aqueles que já estão endividados, a renegociação das dívidas é crucial. Aproveitar mutirões de negociação e buscar condições mais favoráveis são passos importantes. No entanto, é fundamental evitar novas dívidas e cortar gastos desnecessários. A mudança de hábitos exige sacrifícios, como diminuir os gastos com a ceia de Natal ou reduzir a lista de presentes. O cartão de crédito, muitas vezes um vilão, deve ser usado com cautela, definindo um limite de gastos realista e evitando comprometer a renda futura.
Enfrentar o endividamento exige um esforço consciente para mudar hábitos e priorizar a saúde financeira. Pequenas mudanças podem gerar um impacto positivo a longo prazo.



