Hugo Bethlem Chairman, presidente do instituto ‘Capitalismo Consciente’, comenta os dados; confira!
Uma pesquisa inédita do Instituto Update revelou que, Pesquisa revela que 94% das brasileiras, apesar das diferenças ideológicas, políticas e sociais entre as mulheres brasileiras, há pontos de convergência importantes, especialmente em relação à igualdade salarial. Segundo o estudo “Mulheres em Diálogo”, 94% das mulheres concordam, total ou parcialmente, que homens e mulheres devem receber a mesma remuneração em cargos equivalentes.
O levantamento abrangeu mulheres de diferentes regiões, Pesquisa revela que 94% das brasileiras, classes sociais e orientações políticas, apontando consensos sobre temas como equidade no mercado de trabalho, maior participação feminina na política e segurança pública.
Desigualdade salarial no Brasil: O professor Hugo Bethlen Scheierman, presidente do Instituto Capitalismo Consciente, explicou que a desigualdade salarial entre homens e mulheres persiste no Brasil devido a uma mentalidade ainda colonialista e a preconceitos nas lideranças empresariais. Ele destacou que, apesar da Constituição de 1988 prever, em seu artigo 461, a igualdade salarial para trabalho de igual valor, e da lei 14.611, de 2023, regulamentar essa igualdade, muitas empresas ainda não cumprem essas normas.
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“Leis de regulamentações dizem o que você pode e não pode fazer, mas valores dizem o que você deve fazer. Há uma diferença entre fazer o que é permitido e fazer o que é certo.”
Desafios para a equidade salarial
O professor apontou que lideranças empresariais frequentemente acreditam que mulheres produzem menos devido a fatores como gravidez, amamentação e jornada dupla, o que é considerado um erro e uma injustiça. Ele defende a necessidade de uma mudança cultural para construir uma sociedade mais justa, igualitária e ética.
Implementação de políticas e setores com maior desigualdade: Segundo o especialista, a implantação de políticas justas para reduzir a diferença salarial depende principalmente da vontade das empresas. Embora inicialmente possa parecer que a equiparação salarial impacte negativamente os lucros, a produtividade tende a aumentar com o reconhecimento justo das mulheres.
Setores como tecnologia da informação e indústria manufatureira ainda apresentam maiores desigualdades salariais, assim como áreas tradicionalmente masculinas, como transporte e logística. No entanto, ele ressalta que a busca pelo lucro a curto prazo sem considerar o bem-estar coletivo contribui para a manutenção dessas desigualdades.
Medidas para inclusão e diversidade: Além da igualdade salarial, o professor enfatiza que as empresas devem garantir condições de trabalho iguais para todos, independentemente de gênero, raça ou orientação sexual. Isso inclui adaptar ambientes e políticas para as necessidades das mulheres, eliminar qualquer tipo de assédio e permitir práticas como o home office sem preconceitos.
“É fundamental que as pessoas entendam que o ser humano é um só, que ele merece o respeito igual a tudo que ele entrega.”
Ele conclui que a mudança depende de um novo mindset nas lideranças, que deve priorizar o propósito e a diversidade como fatores que impactam positivamente a produtividade e o desempenho das empresas.



