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Pesquisa revela que a maioria dos trabalhadores recorre ao consignado sem saber quanto vai pagar de juros

Pesquisa da ABEF e do Instituto Axxus indica desinformação sobre juros mesmo em empréstimos com taxas menores
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Pesquisa da ABEF e do Instituto Axxus indica desinformação sobre juros mesmo em empréstimos com taxas menores

Pesquisa da ABEF e do Instituto Axxus indica desinformação sobre juros mesmo em empréstimos com taxas menores

Uma pesquisa recente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abfin), em parceria com o Instituto Axos da Unicamp, revela uma preocupante falta de conhecimento sobre os juros do crédito consignado entre os trabalhadores brasileiros. O estudo, que analisou tanto contratantes quanto simuladores de crédito, aponta para o uso precipitado e desinformado dessa modalidade, especialmente no setor privado.

O Consignado: Uma Facilidade Perigosa?

O crédito consignado, apesar de oferecer taxas aparentemente mais baixas, pode se tornar uma armadilha para quem não compreende seus custos reais. O desconto direto em folha, embora garanta o pagamento, torna o trabalhador refém, limitando sua capacidade de lidar com imprevistos financeiros. A pesquisa da Abfin destaca que muitos veem o consignado como uma solução imediata, sem considerar as consequências a longo prazo.

Alternativas e a Lei do Superendividamento

Especialistas em educação financeira alertam que, antes de optar pelo consignado, é crucial entender que o trabalhador se torna um agente passivo, sem controle sobre o desconto. Diferentemente de outras modalidades de crédito, a lei do superendividamento não oferece proteção ao crédito consignado, nem a financiamentos de bens com garantia, como imóveis e veículos. A alternativa? Buscar renegociação de dívidas e, principalmente, evitar o endividamento excessivo.

Taxas de Juros Abusivas e a Necessidade de Conscientização

A pesquisa revela uma disparidade preocupante entre a taxa de juros idealizada para o consignado (1,8% ao mês) e a praticada pelo mercado (em média 5%, chegando a 7,5% em alguns bancos). Essa discrepância torna o crédito consignado uma opção desfavorável para o trabalhador, que vê seu ganho mensal drasticamente reduzido. A conscientização financeira, portanto, é fundamental para evitar decisões impulsivas e garantir a sustentabilidade financeira familiar.

Em um cenário econômico desafiador, a busca por soluções financeiras exige cautela e informação. Evitar o crédito consignado, quando possível, e priorizar a renegociação de dívidas podem ser caminhos mais seguros para a estabilidade financeira.

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