Além de questões hormonais, fatores como diabetes e hipertensão, por exemplo, são agravantes mais contundentes nas mulheres
Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta que mulheres apresentam maior propensão a doenças do coração e registro de mortalidade superior ao observado entre homens, exigindo atenção clínica específica. Melisa Roscani, coordenadora da Sociedade de Cardiologia do Estado, atribui o quadro principalmente às mudanças hormonais e ao envelhecimento.
Fatores de risco mais agressivos nas mulheres
Embora os fatores de risco sejam em grande parte os mesmos para ambos os sexos, Roscani explica que doenças como diabetes e hipertensão, além do tabagismo e do uso abusivo de substâncias, tendem a agravar-se com mais intensidade nas mulheres. “Esses fatores podem levar a um agravamento maior na mulher”, afirma a coordenadora, ressaltando a importância do reconhecimento precoce e do tratamento adequado.
Menopausa e perda de proteção hormonal
Com o avanço da idade e a chegada da menopausa, as mulheres perdem hormônios que exercem efeito protetor sobre o sistema cardiovascular. Essa alteração contribui para o aumento do risco de eventos cardíacos à medida que a população feminina envelhece, segundo a especialista.
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Prevenção: hábitos saudáveis e atividade física
Especialistas defendem a busca por qualidade de vida como forma de manter o coração saudável. Entre as recomendações estão dieta com redução do sal e de gorduras, controle do peso e prática regular de exercícios — a natação é citada como uma das atividades indicadas. A atividade física promove a liberação de substâncias protetoras, como o óxido nítrico, que favorece a dilatação das artérias, melhora o aporte de oxigênio ao coração e contribui para a saúde mental e a força muscular. Esses efeitos ajudam a prevenir hipertensão e reduzir o risco de infarto.
Em relatos pessoais, mulheres com histórico familiar de doença cardíaca destacam que o acompanhamento médico periódico faz parte da rotina preventiva. A combinação entre hábitos saudáveis e consultas regulares é apresentada como caminho para reduzir riscos e detectar precocemente alterações que possam comprometer a saúde cardiovascular.



