Melodias são capazes de auxiliar prevenção e tratamentos de distúrbios, segundo USP Ribeirão
Uma pesquisa recente, conduzida por estudiosos da Faculdade de Odontologia da USP em Ribeirão Preto e da Universidade de Oxford, revelou que a prática musical pode trazer benefícios significativos para a saúde, especialmente para aqueles que sofrem de distúrbios na mandíbula, problemas de sono e depressão. O estudo, que acompanhou pacientes com essas condições por três anos, comparou seus resultados com os de músicos, evidenciando o poder da música como aliada no bem-estar.
Música como Alívio do Estresse e Prevenção de Doenças
Segundo a pesquisadora Andrea Cândido dos Reis, dedicar tempo à música pode aliviar o estresse e prevenir doenças relacionadas. O estudo comparou a saúde de duzentas pessoas com problemas na mandíbula com a de 185 músicos que tocam instrumentos de sopro ou de corda. A pesquisa focou em atividades cotidianas que pudessem influenciar dores faciais e de cabeça, induzindo o relaxamento. Os resultados mostraram que instrumentistas têm uma tendência menor a desenvolver sintomas causados por disfunção da mandíbula, distúrbios do sono e ansiedade.
Benefícios da Música na Prática: O Testemunho de um Músico
Igor Toledo, músico de 23 anos e clarinetista há mais de 13, relata que dedica pelo menos 8 horas diárias à prática musical. Ele afirma que o esforço tem valido a pena, melhorando sua qualidade de sono e controlando a ansiedade. Contrariando suas expectativas iniciais, Igor percebeu que a prática musical não prejudica seu corpo, mas sim o beneficia, impactando positivamente sua qualidade de vida.
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Cantores e a Música: Uma Combinação Benéfica
A pesquisa também revelou que cantores se beneficiam da música. Um estudo separado avaliou 60 cantores e constatou que aqueles que cantam em corais ou fazem aulas de canto desenvolvem menos problemas de sono e disfunção da mandíbula em comparação com pessoas de outras profissões sem essa atividade.
Música como Terapia Coadjuvante
Apesar dos resultados positivos, a pesquisadora Andrea Cândido dos Reis ressalta que outros procedimentos não devem ser descartados. A música pode ser uma terapia coadjuvante para diminuir a incidência desses problemas, mas não substitui a busca por profissionais, o uso de aparelhos específicos ou a realização de procedimentos indicados na área. A pesquisa, que contou com o apoio de outras universidades, foi realizada pela Faculdade de Odontologia da USP Ribeirão Preto.
Os achados sugerem que a música, especialmente a prática de um instrumento, pode ser um recurso favorável para reduzir o estresse e melhorar a qualidade de vida, aliviando os sintomas associados a essas condições.



