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Contaminação em carrinhos de supermercado: Pesquisa revela riscos de bactérias e fungos em carrinhos e cestinhas de supermercados

Estudo busca desenvolver um produto antimicrobiano para ser usado no plástico que envolve os puxadores para evitar cotaminações
contaminação em carrinhos de supermercado
Estudo busca desenvolver um produto antimicrobiano para ser usado no plástico que envolve os puxadores para evitar cotaminações

Estudo busca desenvolver um produto antimicrobiano para ser usado no plástico que envolve os puxadores para evitar cotaminações

Um estudo realizado em São Carlos identificou a presença de bactérias e fungos em carrinhos e cestinhas de supermercados, objetos que muitas vezes são considerados inofensivos, mas que podem representar riscos à saúde. As alças e puxadores desses equipamentos são pontos de contato frequente e podem acumular microrganismos após serem manuseados por diversas pessoas.

Para enfrentar essa situação, uma empresa desenvolveu um produto antimicrobiano para ser aplicado no plástico que envolve os puxadores dos carrinhos e as alças das cestinhas. Segundo Ricardo Próspero, gerente de marketing da empresa, a tecnologia inibe a proliferação de microrganismos, aumentando a segurança tanto para os estabelecimentos quanto para os consumidores.

Daniela Cosmo, assistente de laboratório industrial responsável pela pesquisa, explicou que a coleta do material é feita esfregando um cotonete longo nas superfícies dos carrinhos e cestinhas. O material é então levado ao laboratório para análise. Após 48 horas, foi constatado crescimento significativo de fungos e bactérias nas amostras sem o produto antimicrobiano, enquanto as amostras tratadas permaneceram limpas.

Entre os microrganismos identificados no estudo estão a Escherichia coli, associada a carnes mal cozidas e água contaminada; a Salmonella, ligada a ovos crus e intoxicações alimentares; e a cândida, fungo que pode causar infecções como a candidíase. O médico epidemiologista Bernardino Solto destacou que pessoas com imunidade comprometida ou lesões em órgãos podem ser mais suscetíveis a infecções causadas por esses microrganismos.

A presença de múltiplos microrganismos em um mesmo local favorece a contaminação cruzada, que ocorre quando bactérias ou fungos são transmitidos indiretamente entre pessoas por meio de alimentos ou superfícies contaminadas. O especialista explicou que uma pessoa contaminada pode transferir microrganismos para um objeto, que depois pode infectar outra pessoa.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, os estabelecimentos comerciais são responsáveis pela higienização dos utensílios e equipamentos utilizados no fornecimento de produtos. Durante a pandemia de Covid-19, a limpeza desses objetos tornou-se mais comum, mas não se consolidou como hábito permanente. A higienização pode ser feita com água e sabão ou com produtos antimicrobianos.

O médico também ressaltou a importância da higiene pessoal, especialmente a lavagem frequente das mãos, como medida eficaz para prevenir infecções. Ele recomendou evitar o consumo de alimentos sem a devida higienização e o contato das mãos sujas com o rosto.

Pontos-chave

  • Carrinhos e cestinhas de supermercado podem abrigar bactérias e fungos que causam riscos à saúde.
  • Produto antimicrobiano desenvolvido para aplicação em puxadores inibe o crescimento de microrganismos.
  • Microrganismos encontrados incluem Escherichia coli, Salmonella e cândida, que podem causar infecções.
  • Higienização dos equipamentos é responsabilidade dos estabelecimentos, e a lavagem das mãos é fundamental para prevenção.
Entenda melhor

A contaminação cruzada ocorre quando microrganismos são transmitidos indiretamente entre pessoas por meio de superfícies ou alimentos contaminados, aumentando o risco de infecções.

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