Segundo Vitor Engracia Valenti, a imunização contra a doença deve continuar no calendário vacinal nos próximos anos
Em Barretos, o falecimento de uma criança devido à Covid-19 gerou preocupações. A família relata demora no atendimento, com idas repetidas ao pronto-socorro antes da internação, que, infelizmente, não evitou o óbito. Esse caso destaca o aumento de casos da doença em crianças e adolescentes, necessitando de internação em enfermaria ou UTI.
Aumento de Casos e Internações
A pandemia continua a causar vítimas, contrariando expectativas de uma variante branda. Atualmente, três leitos de UTI pediátrica no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto estão ocupados por crianças. Idosos com comorbidades também são fortemente afetados nessa terceira onda, frequentemente associada à variante ômicron.
Vacinação e Quarta Dose
A vacinação é crucial. Uma pesquisa indica um pequeno aumento na proteção da quarta dose para pessoas com imunodeficiências, como transplantados. Ainda não se sabe se doses semestrais ou anuais serão necessárias, dependendo da duração da proteção das doses anteriores. Estudos apontam que duas doses protegem por 4 a 6 meses, enquanto a terceira dose garante proteção por pelo menos 4 a 5 meses.
Eficácia das Vacinas Atuais
Pesquisas com animais mostram que a vacina atualizada para a ômicron não oferece proteção significativamente maior que a vacina atual. A vacina em uso protege contra a ômicron e outras variantes. Portanto, a vacinação em massa com a vacina atualizada contra a ômicron não é considerada necessária no momento. A ciência demonstra que as vacinas disponíveis são eficazes contra a variante ômicron. A vacinação continua sendo a principal ferramenta para proteger crianças, adolescentes, adultos e pessoas com imunidade comprometida, minimizando casos graves e óbitos.


