CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pesquisador aponta que as doses de reforço contra a Covid-19 chegam a proteger 25 vezes mais

Estado de São Paulo começou a imunizar, em quarta dose, pessoas a partir de 50 anos; ouça o especialista Vitor Valenti
doses de reforço Covid-19
Estado de São Paulo começou a imunizar, em quarta dose, pessoas a partir de 50 anos; ouça o especialista Vitor Valenti

Estado de São Paulo começou a imunizar, em quarta dose, pessoas a partir de 50 anos; ouça o especialista Vitor Valenti

Desde ontem, cidades da região se organizam para aplicar a quarta dose da vacina contra a Covid-19 em pessoas com idade entre 50 e 60 anos e profissionais de saúde de todas as idades. A liberação das doses pelo Ministério da Saúde levou a prefeitura de Ribeirão Preto a retomar o sistema de agendamento online, que se esgotou rapidamente após a abertura das inscrições.

Imunização em diferentes faixas etárias

A alta procura pela dose de reforço demonstra a intenção da população em se proteger. Além do grupo de 50 anos ou mais, a terceira dose está disponível para jovens de 12 a 17 anos, e a segunda dose para crianças de 5 a 12 anos. Entretanto, a desconfiança de alguns pais sobre a eficácia da vacina em crianças é uma preocupação.

Opinião de especialista

Para discutir o assunto, conversamos com o professor e pesquisador Vitor Valente da Unesp. Segundo ele, a dose de reforço chega em um momento oportuno, diante do aumento de casos de Covid-19 no país. O professor comparou a necessidade de doses de reforço com a vacina contra influenza, que exige aplicação anual para manter a proteção. Ele destacou o crescimento preocupante de internações em UTIs na região de Ribeirão Preto e em São Paulo, ressaltando que estudos mostram a terceira dose protegendo até 25 vezes mais contra a variante Ômicron em comparação com apenas duas doses. A gravidade dos sintomas também é significativamente reduzida com a terceira dose.

Vacinação infantil e perda de imunidade

O professor abordou a questão da perda de imunidade com o tempo, explicando que varia de acordo com o tipo de vacina e a doença. No caso da Covid-19, a proteção das vacinas Pfizer, AstraZeneca e Coronavac começa a diminuir após quatro a seis meses, levantando a possibilidade de vacinação anual. Ele também esclareceu dúvidas sobre a vacinação infantil, enfatizando a alta probabilidade de internação em crianças com Covid-19 (até 10%) e a baixíssima chance de reações adversas à vacina (menor que 0,000501%). A vacinação protege contra internações e problemas pós-Covid, como distúrbios metabólicos e cardiovasculares.

Em suma, a imunização continua sendo crucial, com doses de reforço disponíveis e a importância da vacinação infantil destacada. A aplicação simultânea das vacinas contra Covid-19 e influenza é possível e recomendada, principalmente no outono, para minimizar riscos durante o inverno.

Compartilhe

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.