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Pesquisador da Fiocruz analisa a liberação da Anvisa aos estudos da dose extra da Astrazeneca

Rodrigo Stabeli reforça a importância da população se imunizar em duas etapas para minimizar os riscos de complicações
dose extra Astrazeneca
Rodrigo Stabeli reforça a importância da população se imunizar em duas etapas para minimizar os riscos de complicações

Rodrigo Stabeli reforça a importância da população se imunizar em duas etapas para minimizar os riscos de complicações

A Anvisa autorizou estudos para avaliar a segurança e eficácia de uma terceira dose da vacina AstraZeneca contra a Covid-19. Essa pesquisa amplia um estudo anterior sobre o imunizante e gerou dúvidas, principalmente em quem já iniciou o esquema vacinal com a AstraZeneca.

Terceira dose: necessidade e eficácia

O pesquisador Rodrigo Stabli, da Fiocruz, explica que o estudo de uma terceira dose é necessário devido à mutação constante do vírus. Ele compara a situação a “consertar a turbina do avião em pleno voo”, ressaltando que isso não invalida a imunização com duas doses. A pesquisa visa determinar se uma dose de reforço anual será necessária, mas a prioridade continua sendo a conclusão da vacinação com as duas doses.

Stabli desmente fake news sobre a ineficácia das duas doses e a necessidade de diferentes vacinas para cada dose. Ele reforça que as vacinas disponíveis (AstraZeneca, Coronavac, Pfizer e Janssen) estão funcionando, e que a população deve concluir o esquema vacinal de duas doses o mais rápido possível.

Atrasos na vacinação e o intervalo entre as doses

O Brasil tem capacidade para vacinar três milhões de pessoas por dia, mas o ritmo atual é mais lento. Stabli aponta a falta de vacinas como principal motivo para o atraso, comparando a situação com campanhas de vacinação bem-sucedidas contra outras doenças. O pesquisador destaca que, se o Brasil tivesse iniciado a vacinação mais cedo, teria um percentual muito maior da população vacinada, como o Reino Unido.

Sobre o intervalo entre as doses, Stabli explica que o alargamento para até três meses, ao invés dos 21 ou 30 dias recomendados pelos fabricantes, se deve à escassez de vacinas. Mesmo com o intervalo maior, a eficácia da vacinação com duas doses permanece alta (70% a 90%), sendo a proteção contra casos graves e óbitos a principal vantagem.

Vacinação: um plano coletivo

A vacinação continua sendo fundamental para reduzir casos graves, óbitos e a transmissão do vírus. Quanto maior o número de pessoas vacinadas, melhor a proteção coletiva. A mensagem final é clara: quem ainda não tomou as duas doses da vacina deve procurar um posto de vacinação o mais rápido possível.

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