Para Rodrigo Stábeli, aumento no número de leitos e diminuição na procura são os principais fatores
Apesar da redução na ocupação de leitos de UTI em Ribeirão Preto, a situação permanece em alerta, com taxa acima de 80% em julho de 2020. Segundo o pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Stabili, essa diminuição se deve a dois fatores: aumento no número de leitos e leve queda na procura por internação.
Cenário de Mortes e Internações
Em julho, o Brasil registrou recorde de mortes por Covid-19, com Ribeirão Preto refletindo esse cenário, embora com um atraso de três semanas em relação à epidemia em São Paulo. Apesar da redução inicial, observa-se uma leve tendência de alta no número de óbitos. A cidade, como cabeça de regional de saúde, precisa considerar os dados das 20 cidades da região. A taxa de mortalidade no Brasil é alarmante, com um a cada sete mortes no mundo sendo de um brasileiro. Comparando com a pandemia de H1N1 em 2009, o número de mortes por Covid-19 é 120 vezes maior em um período menor de tempo.
Comportamento da População e Plano de Retomada
O relaxamento das medidas restritivas em Ribeirão Preto, com a reabertura do comércio e maior circulação de pessoas, impacta diretamente na dinâmica da pandemia. A alta taxa de ocupação de leitos de UTI (81%) ainda indica a necessidade de cautela. A próxima fase do plano de retomada do governo paulista depende da evolução da doença e do trabalho coletivo de redução de infectados. A análise de exames de pessoas com sintomas leves será crucial para avaliar a situação e decidir sobre mudanças de estágio.
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Sequelas da Covid-19 e Cuidados
A Covid-19 não se limita a problemas respiratórios; causa danos em outros órgãos, como coração, rins e cérebro, podendo levar à formação de trombos. As sequelas podem ser graves e de longa duração, exigindo tratamento e acompanhamento médico. A fadiga, falta de memória e problemas renais são alguns dos sintomas relatados meses após a recuperação. A prevenção continua sendo fundamental, com o uso de máscara e cuidados com a saúde.


