Para o especialista Rodrigo Stábeli, capital pode ser usada como indicador para Ribeirão Preto.
A pandemia de Covid-19 trouxe desafios significativos para o sistema de saúde, mas novas tendências começam a surgir. Em Ribeirão Preto e Franca, polos de atendimento especializados em Covid-19 foram desativados devido à queda na procura por exames e tratamento. Contudo, é importante analisar essa mudança com cautela.
Queda na Procura e Retomada de Rotinas
Com a diminuição de casos leves, muitas pessoas com sintomas leves deixaram de procurar atendimento médico. Essa redução na demanda permitiu que os hospitais retornassem aos atendimentos rotineiros, porém, a desativação dos polos especializados apresenta um lado negativo: a priorização do tratamento da Covid-19 pode ter deixado outras doenças em segundo plano.
Taxa de Transmissão e Preocupações
A taxa de transmissão em Ribeirão Preto chegou a 0.5, indicando um provável controle da transmissão. Entretanto, a pesquisadora da Fiocruz, Rodrigo Estable, alerta para a possibilidade de uma segunda onda, considerando o aumento de casos na capital e o atraso de quatro a cinco semanas na chegada da onda ao interior. A taxa de 0.61 atual, embora abaixo de 1, ainda representa um risco, visto que de cada 10 pessoas infectadas, 6 podem transmitir o vírus. A capital paulista, com o aumento de casos, pode influenciar no cenário do interior.
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Prevenção e Vigilância Contínua
Apesar da tendência de queda, é crucial manter as medidas de prevenção: uso de máscara, distanciamento físico e higiene das mãos. Um estudo da USP mostrou que apenas 4 a 5% da população de Ribeirão Preto teve contato com o vírus, indicando que a grande maioria ainda é suscetível à infecção. A vigilância contínua é fundamental, principalmente considerando as taxas de transmissão em cidades vizinhas como Barretos e Franca, que se mantêm próximas de 1. A população precisa continuar atenta e responsável para evitar uma nova onda de contágio.



