Rodrigo Stabeli pede iniciativas mais contundentes do Governo Federal na aquisição de imunizantes
A formação de uma rede para anúncio da Anvisa sobre estudos e análises de diversas vacinas gerou expectativas em relação à imunização da população, indo além do Programa Nacional de Imunização.
Anvisa e a aquisição de novas vacinas
O pesquisador Rodrigo Estávili da Fiocruz avalia positivamente a análise da Anvisa sobre um consórcio de vacinas e a possibilidade de novas vacinas no Brasil. Ele destaca que até novembro de 2023, o governo federal havia negado a compra de vacinas, deixando de fora 70 milhões de doses da Pfizer, por exemplo. Estávili enfatiza a importância do governo federal adquirir essas vacinas, pois, no ritmo atual de imunização, a população brasileira só será vacinada completamente em dois anos. Essa demora é prejudicial ao combate à pandemia, especialmente em regiões como São Paulo e Ribeirão Preto, onde a situação é crítica.
Medidas restritivas e o colapso do sistema de saúde
O pesquisador alerta para a gravidade da situação, comparando-a ao caos vivido em Manaus em janeiro de 2023, após o relaxamento das medidas restritivas. Ele reforça a necessidade de medidas como o uso correto de máscaras e o distanciamento social, alertando para o risco de colapso do sistema de saúde, com longas filas de espera por leitos de UTI. A situação em Ribeirão Preto ilustra esse cenário, com um índice de dispersão do vírus preocupante, superior ao registrado no auge da pandemia em atrássto de 2022. Estávili destaca que a falta de coordenação do executivo não é suicídio, é assassinato.
Vacinação e o futuro da pandemia
Apesar do início da vacinação, o programa nacional de imunização apresenta falhas, deixando municípios desamparados e com poucas doses disponíveis. As vacinas atuais previnem casos graves da doença, mas não impedem o contágio. Portanto, mesmo os vacinados devem usar máscaras e manter o distanciamento social. O pesquisador conclui enfatizando a necessidade de medidas restritivas para salvar vidas, lembrando que sem saúde não há economia. A situação em Ribeirão Preto, com um índice de dispersão do vírus de 1,62, ilustra a gravidade da situação.



