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Pesquisador da Fiocruz assume preocupação com retorno de aulas presenciais

Em São Paulo, mais de 64% das crianças infectadas por Covid-19 são assintomáticas
Retorno aulas presenciais
Em São Paulo, mais de 64% das crianças infectadas por Covid-19 são assintomáticas

Em São Paulo, mais de 64% das crianças infectadas por Covid-19 são assintomáticas

Nesta sexta-feira, houve uma audiência pública na Câmara de Ribeirão Preto para discutir a retomada das aulas presenciais. A preocupação central reside em pesquisas que indicam que 16% dos infectados por Covid-19 são jovens.

A experiência internacional e seus alertas

O pesquisador Rodrigo Estabile, da Fiocruz, trouxe à tona exemplos internacionais. Nos Estados Unidos, uma planilha que monitorava escolas com aulas presenciais saltou de 30 para mais de 700 em apenas dez dias, devido à explosão de casos de Covid-19 entre alunos. A Alemanha, mesmo com baixos índices de infecção, postergou o retorno presencial. Em Manaus, apesar de um plano de retorno bem estruturado, a adesão dos alunos às aulas presenciais foi baixa, com muitos optando pela modalidade online. Estabile destaca que a escola vai além do conteúdo, sendo um espaço de acolhimento social e alimentação, e sua presença, mesmo que online, é crucial.

Riscos para crianças, jovens e gestantes

A discussão também abordou a taxa de infecção em crianças, que, embora menor que em adultos, não é desprezível. Um estudo mostrou que 16% das crianças em idade escolar em São Paulo já tiveram contato com o coronavírus, com 25% sendo assintomáticas. O pesquisador alertou para a alta taxa de mortalidade materna por Covid-19 no Brasil, com gestantes brasileiras representando 75% das mortes globais, um número 3,4 vezes maior que a média mundial. Essa alta mortalidade está fortemente ligada à desigualdade no acesso à saúde. Embora a gravidez não aumente o risco de infecção, ela pode aumentar o risco de complicações pós-parto.

A situação em Ribeirão Preto e a necessidade de cautela

Em Ribeirão Preto, a taxa de transmissão de Covid-19 permanece alta, com índices de mortes e casos por 100 mil habitantes superiores aos do estado de São Paulo e do Brasil. Apesar da estabilidade na ocupação de leitos de UTI, Estabile alerta para a possibilidade de aumento significativo de casos após três semanas, caso não haja redução na taxa de transmissão. Ele reforça a necessidade de manter o distanciamento social, o uso de máscaras e outras medidas de prevenção. A interiorização da doença também preocupa, com cidades vizinhas apresentando alta ocupação de leitos de UTI, o que pode levar à transferência de pacientes para Ribeirão Preto. A recomendação é manter a vigilância e evitar o relaxamento das medidas de segurança.

Portanto, a prudência e a manutenção das medidas preventivas são fundamentais para proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis, garantindo a segurança da retomada das atividades presenciais.

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