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Pesquisador da Fiocruz avalia avanço da região de Ribeirão Preto no Plano São Paulo

O Governo do Estado determina nesta sexta-feira (21) possível flexibilização da quarentena
Plano São Paulo
O Governo do Estado determina nesta sexta-feira (21) possível flexibilização da quarentena

O Governo do Estado determina nesta sexta-feira (21) possível flexibilização da quarentena

O professor Rodrigo Estable, da Fiocruz, analisou a nova fase de relaxamento das medidas de restrição em São Paulo, focando na região de Franca, que estava na fase amarela e com expectativa de avançar para a laranja. Ele explicou as diferentes fases do Plano São Paulo: vermelha (máxima restrição), laranja (controle com relaxamento controlado), amarela (restritiva, intermediária), verde (abertura parcial) e azul (normal controlado).

Fases do Plano São Paulo e a situação de Franca

Segundo Estable, Franca tinha condições de avançar para a fase laranja, mas com cautela. Ele alertou sobre os riscos de uma rápida progressão de fase, enfatizando a facilidade de regressão e a dificuldade de retomar o progresso após um retrocesso. A experiência de Franca, que já havia passado por uma regressão da fase laranja para a vermelha, ilustra essa dificuldade. A recomendação é de avançar gradualmente para evitar perdas econômicas e de vidas.

Taxa de contágio e a importância da prudência

O especialista destacou a importância da taxa de contágio para avaliar a situação epidemiológica. Com uma taxa de 1,09 em Franca, superior à ideal (0,5), a cidade ainda apresentava alta transmissão. Comparando com cidades vizinhas de mesmo porte com taxas menores, a necessidade de prudência se torna ainda mais evidente. Manter a guarda baixa pode levar a um aumento de internações e óbitos.

Transmissão em crianças e a volta às aulas

Por fim, o professor comentou sobre uma pesquisa da Universidade de Harvard que confirmou a capacidade de transmissão da Covid-19 em crianças, mesmo com sintomas brandos ou assintomáticas. Isso reforça a necessidade de medidas de distanciamento físico nas escolas, considerando o risco de transmissão para pessoas mais vulneráveis. A prudência e a gradualidade são fundamentais para a retomada das atividades, minimizando riscos e protegendo a população.

Em resumo, a análise do professor Rodrigo Estable aponta para a necessidade de cautela na flexibilização das medidas de restrição. Avançar gradualmente, monitorando indicadores como a taxa de contágio, e priorizando a saúde da população, são passos cruciais para evitar retrocessos e garantir uma retomada segura das atividades.

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