Para ele, desrespeito à quarentena disparou diagnósticos; ocupação de leitos de UTI em Ribeirão também aumentou
A curva de crescimento do novo coronavírus preocupa as autoridades brasileiras. Em Ribeirão Preto, o aumento de casos em duas semanas foi superior a 100%, incluindo o número de mortes. Apesar dos feriados prolongados no estado de São Paulo, a situação não demonstra melhora.
Aumento de Casos e Mobilidade Reduzida
Dados sobre distanciamento social indicam uma média de 53% para o Brasil e 54% para São Paulo. A região de Ribeirão Preto apresenta índices abaixo de 50%, o que é preocupante, pois coincide com o início de uma ascendência na curva de contágio. A população precisa colaborar com as medidas de isolamento, mesmo com a angústia causada pela quarentena, para evitar uma nova onda de casos.
Ocupação de UTIs e Letalidade
A ocupação de leitos de UTI em São Paulo ultrapassa os 90%, e em Ribeirão Preto, superou 50% no fim de semana. O aumento de 100% nos casos em 15 dias, período que incluiu o Dia das Mães, indica uma taxa de infecção preocupante (uma pessoa infectando três). A alta ocupação de leitos de UTI, somada à necessidade de atendimento a outras doenças graves, gera uma demanda preocupante. A letalidade do vírus também aumentou significativamente, ultrapassando a de acidentes de trânsito como causa de mortes e internações em UTIs. Atualmente, a letalidade em casos graves chega a 30%, mostrando a gravidade da situação.
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Dengue e a Importância da Vacinação
Além da COVID-19, Ribeirão Preto enfrenta um aumento de casos de dengue, mesmo sem chuvas intensas. A pandemia dificulta o combate a outras doenças, e a população vulnerável é a mais afetada. A prevenção da dengue, com foco na eliminação de água parada, é crucial. A baixa procura pela vacina da gripe também é preocupante, pois pode sobrecarregar o sistema de saúde e dificultar o diagnóstico diferencial com o coronavírus. A vacinação é fundamental para proteger a população, especialmente crianças, gestantes e puérperas.
A Fiocruz, que completa 120 anos em 2023, atua na linha de frente do combate à pandemia, demonstrando sua importância histórica e atual na saúde pública brasileira. A instituição se orgulha de sua contribuição para o bem-estar da população, enfrentando o que muitos consideram a maior crise sanitária da humanidade contemporânea.



