Medicamento usado em animais tem sido especulado por parte da população. Confira!
O aumento de casos de COVID-19 em Ribeirão Preto, mesmo com a cidade na fase vermelha do Plano São Paulo, levanta preocupações. A baixa taxa de isolamento social contribui para a proliferação do vírus, e com ela, o surgimento de sugestões perigosas, como o uso da ivermectina como prevenção.
Ivermectina: um remédio perigoso
A ivermectina, remédio de uso veterinário, tem sido erroneamente propagada como prevenção à COVID-19. Farmácias de manipulação têm preparado e vendido o medicamento, resultando em casos de intoxicação com sintomas como tontura, alucinação e vômito. É crucial enfatizar que a ivermectina não é um remédio para humanos e seu uso pode ser extremamente prejudicial à saúde.
A ciência por trás da prevenção
Segundo Rodrigo Estable, pesquisador da Fiocruz e professor da UFSCar, a única prevenção comprovada cientificamente contra o coronavírus é o distanciamento físico. Medicamentos como hidroxicloroquina e ivermectina têm sido sugeridos, mas sem comprovação científica em ensaios clínicos em humanos. Estudos, inclusive uma grande pesquisa com 665 pessoas em 55 hospitais brasileiros, demonstram a ineficácia da hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19, além de seus potenciais riscos ao fígado e coração. A manipulação da dosagem em farmácias também acarreta riscos significativos.
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Medidas de prevenção e o caminho a seguir
Diante do aumento de casos e da alta ocupação de leitos hospitalares, a necessidade de medidas mais rígidas, como um lockdown, é debatida. Embora um mini lockdown tenha sido implementado em Guará, sua efetividade foi limitada. A conscientização individual, com o distanciamento físico e o uso de máscaras, permanece como a melhor forma de prevenção. Não existe uma solução milagrosa, e a busca por remédios sem comprovação científica é perigosa e irresponsável. A automedicação deve ser evitada, e qualquer dúvida sobre medicamentos deve ser esclarecida com um médico.


