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Pesquisador da Fiocruz opina sobre novas medidas restritivas em Ribeirão Preto

Segundo Rodrigo Stábeli, moradores ainda não entenderam a gravidade da situação no município
medidas restritivas
Segundo Rodrigo Stábeli, moradores ainda não entenderam a gravidade da situação no município

Segundo Rodrigo Stábeli, moradores ainda não entenderam a gravidade da situação no município

Neste fim de semana, a Guarda Civil Metropolitana, em conjunto com a Fiscalização Geral e Vigilância Sanitária de Ribeirão Preto, interrompeu dois bailes funk, uma festa clandestina, além de fechar uma quadra de esportes e paralisar as atividades de pelo menos cinco campos de futebol. De acordo com a prefeitura, todos os participantes foram dispersos e os responsáveis serão penalizados por descumprirem as regras da fase vermelha do Plano São Paulo.

Ações da Prefeitura

Os locais foram lacrados e a prefeitura reforça que, na fase vermelha, apenas serviços essenciais estão liberados. Novas medidas restritivas, sugeridas pelo Ministério Público, entraram em vigor, endurecendo ainda mais a quarentena na cidade. Essas medidas incluem a interdição de praças, vias públicas e outras áreas com registros de aglomerações, além de um maior controle e fiscalização do transporte público.

Opinião de Especialista

Em entrevista à CBN, o pesquisador titular da Fiocruz e professor de medicina, Rodrigo Estabile, alertou para a necessidade de um combate coletivo ao coronavírus. Ele destacou que as medidas de fiscalização são importantes, mas insuficientes se a população não colaborar. O especialista mencionou o grande fluxo diário de pessoas em Ribeirão Preto, aproximadamente 50% da população se deslocando diariamente, dificultando o controle da pandemia. Ele enfatizou a importância da conscientização coletiva e a necessidade de medidas mais restritivas para reduzir a taxa de infecção e evitar o colapso do sistema de saúde. A falta de leitos de UTI, profissionais de saúde e medicamentos também foram apontados como graves problemas.

Cenário Atual

A situação em Ribeirão Preto e região permanece delicada, com hospitais operando em capacidade máxima. A falta de leitos de UTI disponíveis, mesmo em cidades vizinhas, agrava o problema. Dr. Estabile ressaltou a gravidade da situação, alertando que a garantia de leitos de UTI não significa necessariamente a recuperação do paciente, pois a Covid-19 afeta cada indivíduo de forma diferente. A conscientização da população é crucial para o controle da pandemia e a preservação do sistema de saúde.

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