Rodrigo Stabeli fala da liberação da aplicação da segunda dose da Pfizer para quem tomou AstraZeneca, feita pelo Governo Federal
A combinação de diferentes vacinas contra a Covid-19, chamada de vacinação heteróloga, tem gerado dúvidas sobre segurança e eficácia. Segundo nota técnica do Ministério da Saúde, embora a recomendação seja a aplicação de duas doses da mesma vacina, em situações excepcionais de falta do imunizante ou contraindicações, é permitida a intercambialidade.
Segurança e Eficácia da Vacinação Heteróloga
O diretor da Fiocruz e professor da Alfiscare, Rodrigo Stable, afirma que não há riscos à saúde na aplicação de duas doses diferentes. Estudos no Reino Unido e na Dinamarca comprovaram a eficiência dessa estratégia em casos de falta de insumos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda essa prática como exceção, principalmente quando há escassez de determinada vacina. A intercambialidade, no entanto, é limitada a casos específicos, como a substituição da segunda dose de AstraZeneca pela Pfizer, por exemplo.
Recomendações e Cenários de Aplicação
Apesar da possibilidade, a recomendação principal é a utilização de duas doses da mesma vacina, pois os estudos garantem maior eficiência na redução de óbitos e internações. A intercambialidade entre vacinas como Pfizer e AstraZeneca é permitida apenas em casos de falta de imunizantes, conforme a nota técnica do Ministério da Saúde. Se não houver falta de vacinas no município, o calendário vacinal e as recomendações da OMS devem ser seguidos.
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Considerações Finais
Um estudo recente da Namarquez mostrou que combinar AstraZeneca com Pfizer ou Moderna oferece boa proteção, sendo uma opção viável em cenários de pandemia com escassez de vacinas. No Brasil, há a possibilidade de falta de vacinas Oxford nos próximos meses, aumentando a probabilidade de aplicação da vacinação heteróloga. A decisão de utilizar a vacinação heteróloga deve ser sempre baseada na disponibilidade de vacinas e nas recomendações oficiais de saúde.



