Rodrigo Stabeli afirma que a falta de adesão de algumas cidades vai atrapalhar o ‘desafogamento’ da saúde a longo prazo
Em maio, 23 cidades da região de Ribeirão Preto, Franca e Barretos adotaram medidas restritivas para conter o avanço da Covid-19. No entanto, a falta de coordenação entre os municípios gerou estratégias diferentes e períodos variados de restrições, resultando em uma abordagem ineficaz.
Medidas Desordenadas e Efeitos Paliativos
Segundo o pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Estabili, as medidas adotadas visam preservar a capacidade do sistema de saúde, que é finito. Aumentar o número de profissionais de saúde, especialmente em UTIs, requer tempo e treinamento especializado, o que torna as ações paliativas e ineficazes a longo prazo. As medidas de curto prazo, aplicadas em cidades próximas e interdependentes, se diluem, sem gerar resultados consistentes.
Falta de Coordenação Regional
A ausência de ações conjuntas entre os municípios compromete a eficácia das medidas restritivas. A abordagem fragmentada impede a redução significativa de casos, resultando em um esforço paliativo que não combate a raiz do problema. A comparação com Manaus demonstra a diferença entre medidas restritivas eficazes, que levaram à redução da incidência da doença, e as ações pontuais e desordenadas observadas na região.
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Sistema de Saúde Sobrecarregado
Em Ribeirão Preto, a situação é crítica. O aumento de 300 leitos de UTI para atender à demanda da Covid-19, mesmo com o aumento da oferta, demonstra o colapso do sistema. A falta de coordenação regional e a adoção de medidas isoladas e de curto prazo demonstram a ineficiência das estratégias empregadas no combate à pandemia na região.



