Rodrigo Stabeli lembrou que apenas 18% da população ribeirão-pretana está com a imunização completa
A antecipação do início das regras do Plano São Paulo e a atualização sobre as aulas em Ribeirão Preto geram debates importantes. Rodrigo Estabil, pesquisador da Fiocruz, analisa a situação.
Vacinação e Flexibilização Prematura
Estabil destaca a preocupação com a antecipação das flexibilizações, considerando a baixa porcentagem de vacinados com a segunda dose (em torno de 18% em Ribeirão Preto, semelhante à média estadual). Ele lembra que a vacinação protege contra formas graves e óbitos, mas não garante imunidade total. A flexibilização sem cautela pode levar a um aumento descontrolado de infecções, especialmente em um estado com alta densidade populacional como São Paulo. A comunicação sobre a necessidade de cuidados individuais, mesmo com a flexibilização, está falhando.
A Volta às Aulas e a Variante Delta
A decisão sobre a volta às aulas em Ribeirão Preto, inicialmente remota devido a uma decisão judicial, gera preocupação, principalmente em relação à variante Delta. Com 22 casos confirmados em São Paulo, a antecipação das flexibilizações, sem um preparo adequado, aumenta os riscos. A falta de uma política econômica de recuperação consistente por parte do governo federal dificulta o controle da circulação de pessoas, intensificando a pressão por flexibilização.
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A Necessidade de Cautela
Estabil compara a situação com a Inglaterra e Singapura, onde, mesmo com alta taxa de vacinação, a variante Delta causou um aumento significativo de casos, inclusive em indivíduos vacinados. A falta de vigilância acurada no Brasil dificulta a compreensão do impacto da variante Delta. A prudência sugere aguardar um mês para avaliar a situação antes de novas flexibilizações. A falta de apoio do governo federal, que toma medidas contrárias ao controle da pandemia, agrava a situação dos governadores e prefeitos.



