Henrique Luis Piva, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras explica a pesquisa desenvolvida; ouça a entrevista
Pesquisador brasileiro premiado no Mercosul
Henrique Piva, pesquisador da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, recebeu menção honrosa no Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia 2024. O prêmio, concedido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e pelo CNPq, reconhece jovens pesquisadores e equipes de pesquisa na região. Piva foi premiado por sua pesquisa em nanotecnologia aplicada à saúde, especificamente no desenvolvimento de uma biotinta para impressão 3D.
Biotinta para regeneração de tecidos
A pesquisa de Piva se concentra no uso de biotintas para a impressão 3D de estruturas para a regeneração de cartilagens e tecidos. No caso da premiação, seu trabalho focou no desenvolvimento de um curativo vivo para úlceras diabéticas. Este curativo, um arcabouço 3D de colágeno com nanopartículas de curcumina, auxilia na cicatrização e previne a proliferação de microrganismos. As nanopartículas de curcumina, devido ao seu tamanho reduzido, penetram profundamente no tecido, acelerando o processo de regeneração.
Reconhecimento e futuro
Piva recebeu a notícia da premiação enquanto trabalhava em laboratório e imediatamente compartilhou a alegria com seu orientador, o professor Antônio Claudio Tedesco. A conquista representa um reconhecimento importante para a pesquisa brasileira e para a universidade de Ribeirão Preto. Atualmente, Piva realiza um pós-doutorado no Canadá, mas pretende continuar suas pesquisas na área de bioimpressão de tecidos, explorando novas fronteiras nessa área promissora.
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O trabalho inovador de Henrique Piva demonstra o potencial da nanotecnologia na área da saúde, abrindo caminho para novas soluções no tratamento de feridas crônicas e na regeneração de tecidos. Seu sucesso inspira outros jovens pesquisadores a buscarem soluções criativas e eficazes para os desafios da saúde global.



