CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pesquisador de Ribeirão integra projeto ligado ao Nobel de Química 2025

Pesquisador de Ribeirão integra projeto ligado ao Nobel de Química 2025
Nobel de Química
Pesquisador de Ribeirão integra projeto ligado ao Nobel de Química 2025

Pesquisador de Ribeirão integra projeto ligado ao Nobel de Química 2025

Um projeto inovador, liderado por um agrônomo e pesquisador de Híbera-Ambreto, conquistou o Prêmio Nobel de Química 2025. A iniciativa mapeia o solo e suas características, criando em laboratório um material para tratar áreas vulneráveis e aumentar a produtividade. O reconhecimento máximo coroa contribuições excepcionais para a humanidade.

A Ideia por Trás da Pesquisa

O agrônomo Diego Silva Siqueira, em entrevista à CBN, comparou a conquista do Nobel a ganhar um Oscar ou a Copa do Mundo. Ele destacou que grande parte das tecnologias atuais, desde carros até celulares, tem alguma ligação com descobertas laureadas com o Nobel. O projeto premiado nasceu da união de diversas instituições e empresas, incluindo a Unesp, a USP, a Ediptech (Moffitec), a Quanticum e o RCGi, com apoio da Shell e da Fapesp. O foco principal era o ‘paciente’ mais importante do agronegócio: a terra.

A ‘Vacina’ para o Solo

O projeto visa auxiliar a natureza na recuperação de áreas de pastagem degradadas. A solução conecta duas tecnologias: uma para diagnosticar o estado do solo (que se tornou a primeira patente brasileira) e outra para fabricar uma ‘vacina’ para tratamento. Essa ‘vacina’, chamada MOF, foi o tema central do Prêmio Nobel. Liane Rossi, coordenadora-geral do projeto, foi convidada a apresentar a iniciativa no Comitê Sueco de Ciência e Tecnologia, durante a cerimônia de entrega do Nobel em Estocolmo.

Impacto na Agricultura Sustentável

O trabalho desenvolvido é essencial para a agricultura sustentável. Siqueira ressaltou que 90% do que consumimos vêm do solo, e a produção sustentável de alimentos e combustíveis requer tecnologias que regenerem o solo. A conquista do Nobel impulsiona a valorização do ‘retorno sobre aprendizagem’ (ROL) e a formação de novos talentos. O projeto já formou mais de 15 profissionais em áreas estratégicas, contribuindo para a neoindustrialização do país e inspirando jovens cientistas.

O projeto, já finalizado, continua em expansão até 2026. A tecnologia de mapeamento do solo já está em escala nacional, com mais de 800 hectares mapeados. A ‘vacina’ MOF, desenvolvida na USP, está sendo escalada por uma startup em Ribeirão Preto. A expectativa é que essa tecnologia se torne amplamente disponível no Brasil.

A iniciativa demonstra o potencial da ciência brasileira e sua capacidade de gerar soluções inovadoras para desafios globais.

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.