Rodrigo Stábeli, pesquisador da Fiocruz, enviou um relatório ao MP sugerindo novas medidas
A ocupação de leitos de UTI acima de 90% em Ribeirão Preto e o pedido de representantes do Comitê de Contingenciamento do Coronavírus por medidas mais rígidas levaram à entrevista com o pesquisador Rodrigo Estabile da Fiocruz. O especialista alertou para a gravidade da situação, destacando a alta taxa de transmissão do vírus na região.
Dinâmica do Vírus e Impacto Econômico
Estabile explicou que a mobilidade da população de Ribeirão Preto, estimada em 500 mil pessoas diariamente, contribui para a disseminação do vírus. A taxa de transmissão local é uma das mais altas do país, com 1,3 novos casos para cada habitante infectado. Ele reforçou que medidas restritivas mais rígidas são a forma mais eficiente de combater a pandemia, argumentando que o atual cenário de “abre e fecha” prolonga a crise, aumentando os custos de saúde e prejudicando a economia. A demora em tomar decisões mais duras, segundo Estabile, pode ser criticada, mas é necessária para evitar um colapso do sistema de saúde e econômico.
Fiscalização e Restrições
O pesquisador abordou a dificuldade de fiscalização em Ribeirão Preto, que também afeta outros 20 municípios da região. Estabile defendeu a possibilidade de um retrocesso temporário, focando apenas nos serviços essenciais e suspendendo atividades como takeout, drive-through e delivery de estabelecimentos não essenciais. A redução de locais de aglomeração, segundo ele, é crucial para diminuir a transmissão do vírus e permitir uma retomada econômica mais rápida e organizada.
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Conscientização e Ação Coletiva
Para finalizar, Estabile destacou a importância da conscientização da população sobre a gravidade da situação. A proximidade das mortes por Covid-19, cada vez mais presentes no interior, deve servir como alerta. Ele mencionou a necessidade de união entre sociedade civil, legislativo, judiciário, prefeitura e lojistas para a adoção de medidas restritivas mais eficazes em curto prazo, visando a retomada da vida normal e a redução das perdas de vidas.


