Rodrigo Stábeli, pesquisador da Fiocruz, esteve no Manhã CBN desta segunda-feira (13) e detalhou atual situação da cidade
Ribeirão Preto enfrenta um cenário preocupante com relação à Covid-19. Quase 8 mil casos confirmados já foram registrados, e esse número pode aumentar significativamente devido aos resultados de exames represados, com mais de 5 mil pessoas aguardando na fila.
Impacto dos Exames Represados
De acordo com o pesquisador Rodrigo Stabile, cerca de 50% dos exames atrasados são de pessoas com sintomas leves. Esse atraso prejudica a vigilância em saúde, dificultando o isolamento adequado dos infectados e o rastreamento de seus contatos. A demora no diagnóstico contribui para o aumento do número de casos.
Aumento de Casos e Ocupação de Leitos
A situação em Ribeirão Preto se mostra preocupante, com a população, em parte, descumprindo as orientações de distanciamento social. Festas e eventos esportivos foram cancelados ou interrompidos, mas o distanciamento físico ainda é baixo. Com a ocupação de leitos de UTI acima de 90%, a perspectiva é de aumento das filas de espera por atendimento, resultando em transferências de pacientes para outras cidades ou, em casos mais graves, óbitos. A taxa de mortalidade em UTIs é alta, variando de 24% a 39% para casos de Covid-19, com sequelas significativas para os sobreviventes.
Leia também
Previsões e Ações Necessárias
O comportamento da população de Ribeirão Preto, desde meados de maio, tem prolongado a crise. A projeção, caso o comportamento atual se mantenha, é de um pico de casos em setembro ou outubro, com queda em novembro ou dezembro. A adoção do distanciamento físico e o aumento da capacidade de testes são cruciais para reduzir a disseminação do vírus e diminuir a letalidade. A colaboração de todos é fundamental para controlar a pandemia e minimizar seus impactos na saúde, na economia e na sociedade como um todo.



