Vitor Engracia Valenti também afirma, que se a vacinação seguir no mesmo ritmo, São Paulo não deve estar imunizado em outubro
A utilização de máscaras faciais tornou-se parte integrante do cotidiano, a ponto de sua ausência parecer estranha em filmes e novelas. Mas, afinal, quando poderemos deixar de usá-las em Ribeirão Preto?
Projeções para o fim do uso obrigatório de máscaras
Para responder a essa questão, conversamos com o pesquisador do Instituto Adolfo Lutz, Vítor Grassi Valente. Baseando-se em variáveis propostas pelo CDC dos Estados Unidos e em uma revisão da Nature, o estudo considera os seguintes fatores: uma porcentagem da população vacinada acima de 75%; casos diários por 100 mil habitantes abaixo de 5 nas duas últimas semanas; porcentagem de testes PCR positivos abaixo de 3% nos últimos 14 dias; e ocupação de leitos hospitalares por COVID-19 abaixo de 5%, incluindo enfermaria e UTI. Considerando a situação atual, a estimativa é que o uso de máscaras possa ser dispensado, sem preocupações, a partir de 2022. No entanto, caso o cronograma de vacinação do estado de São Paulo se concretize até outubro de 2021, essa projeção pode ser antecipada para o final do mesmo ano.
Vacinação, medidas preventivas e efeitos colaterais
O pesquisador destaca a importância da vacinação, mesmo com a ocorrência de óbitos em pessoas vacinadas. Ele explica que a vacina visa aliviar sintomas e reduzir a gravidade da doença, mas não garante imunidade total. A manutenção de medidas preventivas, como o uso de máscaras e o distanciamento social, continua crucial, mesmo após a vacinação. Quanto aos efeitos colaterais das vacinas, especialmente da AstraZeneca, o especialista esclarece que reações como febre e dor no corpo são normais e indicam que o corpo está respondendo à vacinação. Recomenda-se o uso de anti-inflamatórios habituais, mas alerta contra a automedicação.
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Uso, descarte e eficácia das máscaras
A máscara PFF2 é considerada a mais eficiente, sendo recomendado o uso de duas máscaras em ambientes fechados com alta circulação de pessoas. Máscaras de tecido, principalmente as com aberturas, oferecem menor proteção. O tempo máximo de uso de uma máscara pode variar, dependendo da situação, podendo ultrapassar duas horas. A limpeza correta com água e sabão é importante para máscaras reutilizáveis. Máscaras PFF2 são descartáveis, mas em situações de escassez, um revezamento e limpeza adequados podem ser considerados. O descarte deve ser feito em sacos plásticos fechados, preferencialmente em locais apropriados, como farmácias. Por fim, o uso de máscara no queixo é ineficaz, pois não protege nariz e boca, principais vias de entrada do vírus.
Em resumo, a volta à normalidade sem máscaras dependerá do avanço da vacinação e da redução dos casos de COVID-19. Até lá, a conscientização sobre a importância da vacinação, das medidas preventivas e do uso correto das máscaras continua sendo fundamental para proteger a saúde coletiva.



