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Pesquisador do Instituto Adolf Lutz analisa a prevalência da cepa de Manaus nos casos de Covid-19 na região

Segundo Vitor Engracia Valente, das amostras analisadas, 78,95% eram da variante P1, que é mais transmissiva
Cepa de Manaus Covid-19
Segundo Vitor Engracia Valente, das amostras analisadas, 78,95% eram da variante P1, que é mais transmissiva

Segundo Vitor Engracia Valente, das amostras analisadas, 78,95% eram da variante P1, que é mais transmissiva

Ribeirão Preto apresenta maior prevalência da variante P1 da Covid-19 no estado de São Paulo, segundo pesquisa do Instituto Adolfo Lutz.

Mapeamento da Variante P1 em São Paulo

Um estudo realizado pelo Instituto Adolfo Lutz revelou que a região de Ribeirão Preto concentra a maior prevalência da variante P1 do coronavírus entre novos casos de Covid-19 no estado de São Paulo. Entre março e abril, 78,95% das amostras analisadas pertenciam à esta variante, inicialmente identificada em Manaus. Campinas (73,97%) e Araraquara (70,67%) ocupam o segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Metodologia e Implicações da Pesquisa

A pesquisa analisou amostras de pacientes com teste de PCR positivo para Sars-CoV-2, sequenciando o material genético do vírus para identificar as variantes presentes. Os dados foram organizados por região de saúde, permitindo um mapeamento preciso da circulação das variantes. A identificação da P1 como variante predominante em Ribeirão Preto é preocupante, pois estudos indicam maior poder de transmissão e possível agressividade em comparação com outras variantes. Essa informação é crucial para entender o aumento de casos, principalmente entre jovens e sem comorbidades, e a alta ocupação de leitos hospitalares.

Outras Variantes e Medidas Preventivas

Além da P1, outras variantes como a B.117 (Reino Unido), P.2 (Rio de Janeiro) e a recém-identificada N.9 estão circulando na região de Ribeirão Preto, embora em menor proporção. A variante N.9, em particular, merece atenção por seu recente surgimento e potencial de crescimento exponencial. O estudo destaca a importância da manutenção de medidas preventivas, como o uso de máscaras e distanciamento social, e a aceleração da vacinação para controlar a disseminação das variantes e reduzir os riscos à saúde pública. O exemplo de Araraquara, que após lockdown rigoroso reduziu os índices de contaminação, demonstra a eficácia de medidas restritivas no combate à pandemia.

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