Robbie Wilson compara os dribles do esporte com a fuga das presas de seu predadores
Um estudo inusitado está sendo realizado em Ribeirão Preto, com o objetivo de comparar as estratégias de fuga de presas e ataque de predadores no reino animal com as habilidades em esportes coletivos, especificamente no futebol.
Observando o Ataque e a Fuga
O biólogo australiano Wilson Robin, em parceria com o professor Paulo Roberto Santiago da Escola de Educação Física da USP, utiliza atletas do Botafogo para analisar a relação entre a velocidade, o senso de direção e a capacidade de mudança de direção em jogadores de futebol. Os testes simulam situações de drible e passe, buscando correlacionar essas ações com a dinâmica predador-presa na natureza. Segundo o professor Santiago, a capacidade de mudar de direção rapidamente é crucial, tanto para o sucesso do drible quanto para a fuga da presa.
Testes e Resultados
A primeira fase dos testes incluiu dribles em zigue-zague, chutes com barreiras e análises da velocidade e agilidade no passe. Outros testes estão em andamento, buscando identificar pontos de melhoria para jogadores e escolas de futebol na Austrália, onde o futebol não é tão difundido quanto no Brasil. O pesquisador australiano pretende levar os resultados para aprimorar as habilidades dos jogadores em seu país.
Leia também
Desenvolvimento e Conclusões
Os testes iniciados em meados do mês devem ser concluídos em breve. Os resultados serão divulgados ao final do estudo, oferecendo insights sobre as habilidades motoras no futebol e sua relação com a biologia comportamental. A pesquisa demonstra uma abordagem inovadora, utilizando o esporte para entender melhor os princípios da ecologia comportamental.


