Denise Bevilaqua fala que oportunidade é excepcional para aprimorar o conhecimento; ouça a entrevista no programa ‘Nossa Gente’
A professora Denise Bevilacqua, vice-diretora do Instituto de Química da Unesp de Araraquara, embarcará em uma missão científica para a Antártica no início de 2024. Em entrevista ao programa Nossa Gente, da CBN, ela detalhou sua participação nessa importante expedição.
Uma Missão Antártica
Denise será a única brasileira em uma equipe internacional que irá à Antártica para estudar a comunidade microbiana do solo, com foco no metabolismo do cobre. O convite surgiu devido à sua experiência de mais de 20 anos nessa área, incluindo um banco de linhagens de microrganismos coletado por seu falecido marido, um pesquisador pioneiro no Brasil. A pesquisa, inovadora e ambiciosa, recebeu alta avaliação e aprovação do Instituto Nacional Antártico-chileno (INACH).
A Coleta e o Retorno
A equipe coletará amostras de solo e sedimentos em três pontos diferentes da Antártica, buscando micro-organismos capazes de metabolizar o cobre. O processo de coleta é rigoroso, exigindo autorizações e protocolos específicos devido às restrições de acesso ao território antártico. O transporte das amostras para o Brasil também requer cuidados especiais para preservar a viabilidade dos microrganismos, incluindo transporte em baixa temperatura e autorizações governamentais para evitar problemas alfandegários.
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Benefícios da Pesquisa e o Futuro
A pesquisa tem potencial para trazer diversos benefícios. O estudo do metabolismo do cobre em microrganismos extremófilos pode levar ao desenvolvimento de bioprocessos para recuperação econômica de cobre em rejeitos industriais e eletrônicos, além de auxiliar na descontaminação ambiental. A análise das amostras é um processo demorado, pois os microrganismos antárticos têm um tempo de geração lento e requerem condições específicas de cultivo. A professora Denise espera obter resultados importantes e inovadores em alguns meses.
A trajetória da professora Denise na ciência, desde sua iniciação científica na Unesp, demonstra a importância do incentivo e da paixão pela pesquisa. Sua experiência na Antártica representa um marco não só para sua carreira, mas também para a ciência brasileira, destacando a participação feminina em áreas de pesquisa de ponta.



