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Pesquisadora de Rio Claro descobre asteroide na mesma órbita de Júpiter

Apesar de dividirem o 'mesmo traçado', não há chance de colisão
Asteroide Júpiter
Apesar de dividirem o 'mesmo traçado', não há chance de colisão

Apesar de dividirem o ‘mesmo traçado’, não há chance de colisão

Asteroides: corpos rochosos que orbitam o Sol, com massa muito menor que a dos planetas. Apesar disso, alguns representam risco de colisão com a Terra.

Asteroide com órbita invertida

A 650 milhões de quilômetros da Terra, na órbita de Júpiter, um asteroide de 2 quilômetros de diâmetro move-se em sentido contrário ao do planeta, sem risco de colisão. Pesquisadores da Unesp de Rio Claro, como Maria Helena Moraes, estudam esse fenômeno e a importância do monitoramento desses corpos celestes. A gravidade de Júpiter mantém o asteroide em uma posição de equilíbrio, permitindo essa órbita invertida.

Monitoramento e Pesquisa

O asteroide 2015 BZ509 e Júpiter levam 12 anos para completar uma volta ao redor do Sol, encontrando-se a cada seis anos sem colidir. A pesquisa, publicada em revista científica, contou com colaboração internacional e durou quatro anos. Gustavo Rojas, astrofísico da Universidade Federal de São Carlos, destaca a importância do apoio internacional em meio à redução de investimentos na área no Brasil, ressaltando a qualidade da pesquisa brasileira em astronomia.

Risco de colisão?

Embora não haja risco iminente de colisão com a Terra, o monitoramento contínuo é essencial. O astrofísico destaca que alguns asteroides podem passar perto do planeta, mas a uma distância segura. A NASA já monitora asteroides como o 2002 AJ192, com mais de um quilômetro de largura, que passou próximo à Terra. A vigilância constante é crucial para identificar potenciais ameaças futuras.

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