Estudo visa implantar parte do código genético da cana-de-açúcar na soja para aumentar a resistência a mudanças climáticas
Soja resistente à seca: uma aposta em inovação
Pesquisadores da Unicamp trabalham em um projeto inovador que promete revolucionar o cultivo de soja no Brasil. A iniciativa visa inserir na soja um código genético da cana-de-açúcar, conferindo-lhe maior resistência à seca. O objetivo é criar uma nova variedade capaz de suportar as mudanças climáticas e garantir a produtividade mesmo em condições adversas.
Importância econômica e desafios tecnológicos
A soja representa um pilar fundamental da economia brasileira, sendo o principal produto de exportação do país. Em anos recentes, eventos de seca causaram perdas significativas, com prejuízos estimados em bilhões de dólares. Uma tecnologia que aumente a resistência da soja à seca, mesmo que em pequena porcentagem, representaria um impacto econômico positivo expressivo. No entanto, o processo de introdução do material genético na planta apresenta desafios tecnológicos significativos, sendo um procedimento complexo e realizado por poucos laboratórios no mundo.
Próximos passos e expectativas
A equipe de pesquisadores da Unicamp está focada na etapa crucial de transferência do código genético. Uma pesquisadora, após treinamento em laboratório exterior, domina a tecnologia necessária para esse processo delicado. Após a conclusão bem-sucedida desta fase, as plantas serão cultivadas em Goiás para avaliação da produtividade em condições de seca. A expectativa é que o produto esteja disponível no mercado em cerca de 4 anos, após o devido licenciamento.
O desenvolvimento de uma soja resistente à seca é um avanço crucial para a agricultura brasileira, mitigando riscos e assegurando a produção e a rentabilidade do setor, mesmo diante de cenários climáticos desafiadores. A iniciativa representa uma importante contribuição para a segurança alimentar do país e para a competitividade da produção agrícola brasileira no mercado internacional.