Fundação, em 2017, liberou R$ 1 bi para pesquisas; Governo Federal destina apenas 1,2 % do PIB para a atividade
O Brasil investe apenas 1,2% do PIB em pesquisas universitárias, um valor considerado baixo se comparado a países mais desenvolvidos. Para driblar esse baixo investimento federal, pesquisadores buscam alternativas em agências de fomento, como a FAPESP.
FAPESP: Investimentos e Retornos
Em 2017, a FAPESP investiu mais de R$ 1 bilhão em pesquisas em todo o país, um valor que deve se repetir em 2018. Esse investimento abrange diversos programas, desde avanços no conhecimento até pesquisas aplicadas e inovação em pequenas empresas. Segundo o diretor presidente da instituição, a maioria dos investimentos apresenta o retorno esperado, incluindo o financiamento de 1.300 empresas de pequeno porte e pesquisas em instituições como a USP e o Instituto Butantan.
Desafios e Impactos da Falta de Investimento
Apesar dos esforços de agências como a FAPESP, pesquisadores relatam que os recursos são insuficientes e podem prejudicar o andamento dos estudos. A falta de investimento impacta não só as universidades, mas também a população, afetando a formação de indústrias, startups e a capacidade de exportação do Brasil. Cortes em bolsas de estudo, como os anunciados na CAPES em 2018, demonstram a fragilidade do sistema, embora o governo tenha revertido a decisão após repercussão negativa.
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Consequências dos Cortes de Investimentos
Qualquer redução nos investimentos federais impacta diretamente os estudos em andamento, afetando a formação de profissionais qualificados e, consequentemente, o desenvolvimento científico e tecnológico do país. A falta de recursos afeta a continuidade das pesquisas e compromete a formação de capital humano especializado, com consequências de longo prazo para a sociedade brasileira. A busca por soluções e a necessidade de investimentos contínuos e robustos são cruciais para o avanço da pesquisa e o desenvolvimento do país.



