Material passa por processo de moagem, passam por um tratamento hidrotérmico e então são secas; confira mais dessa novidade
Pesquisadores da Embrapa e da Universidade Federal de São Carlos anunciaram avanços na produção de um filme bioplástico feito a partir da casca de banana, capaz de prolongar a conservação de alimentos ao oferecer propriedades antioxidantes e proteção contra radiação ultravioleta. A novidade foi detalhada no programa Giro do Agro da CBN.
Origem e objetivo da pesquisa
O grupo de pesquisa buscou aproveitar a casca de banana como matéria‑prima integral, em vez de extrair apenas compostos específicos. Segundo o pós‑doutorando Rodrigo Duarte Silva, a ideia é transformar um subproduto até então pouco valorizado em um material com função de embalagem e potencial ativo contra a deterioração de alimentos.
Processo de produção
De acordo com Silva, as cascas são primeiro secas e moídas até virar uma farinha. Essa farinha é então dispersa em água e submetida a tratamento hidrotérmico em autoclave, etapa que viabiliza a formação de filme. A suspensão resultante é espalhada sobre placas de vidro cobertas por substrato, onde seca e origina a película bioplástica. O produto final se assemelha ao plástico filme comercial, embora apresente coloração marrom.
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Aplicações e desafios para a escala industrial
Pesquisadores relatam que o filme apresenta compostos fenólicos e lignina, responsáveis pelas propriedades antioxidantes e pela barreira à radiação UV, o que pode aumentar a vida útil de alimentos suscetíveis à oxidação, como nozes, castanhas e granolas. Apesar dos resultados promissores, o bioplástico ainda não está disponível comercialmente: a equipe pretende ampliar a produção em laboratório e busca interesse de empresas para viabilizar a fabricação em escala industrial.
Os próximos passos envolvem testes adicionais de aplicação em diferentes produtos alimentícios e a busca por parcerias com a indústria para transformar o protótipo em produto comercial.